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Primeiro transplante de fezes é realizado na UEPG; entenda o procedimento

Um tratamento inusitado foi realizado de forma inédita no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), em Ponta Grossa, para um paciente com diarreia causada pela bactéria Clostridium difficile. O transplante fecal foi a solução encontrada após os tratamentos convencionais não estarem apresentando resultados para a melhora do quadro do paciente.

A bactéria patogênica oportunista, segundo o médico infectologista Gerson Czelusniak, comumente afeta pacientes que ficam muito tempo hospitalizados e que fazem uso prolongado de antibióticos. Assim, o transplante de microbiota fecal (flora intestinal) foi visto como uma opção e realizado pelo médico no dia 25 de junho deste ano. O procedimento, feito pela primeira vez no hospital, foi divulgado pela UEPG na sexta-feira (20), quando o paciente compareceu ao local para acompanhamento e avaliação de resultados.

Para o transplante, houve um cuidado na escolha do doador que estivesse em condições saudáveis e não apresentasse problemas intestinais ou doenças infectocontagiosas. Neste caso, um familiar do paciente foi o doador.

O médico Gerson Czelusniak explica que, após as fezes serem diluídas em soro fisiológico, podem ser inseridas no receptor pela cavidade nasal, oral ou anal. Ele registra que após o uso da sonda nasogástrica no paciente não apresentar resultados em 72 horas, optou-se pela utilização do uso de uma sonda oral e outra anal.

A técnica do transplante é recente e, conforme o relato de Czelusniak, apresenta bons resultados, em um procedimento rápido.

Massa News ec olaboração UEPG

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