Brasil registra 3.904 casos confirmados de coronavírus e 114 mortes

Brasil registra 3.904 casos confirmados de coronavírus e 114 mortes

Subiu para 3.904 os casos confirmados de coronavírus no Brasil. O número de óbitos também aumentou para 114. De acordo com informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde, até as 16h deste sábado (28), as mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Ceará (4), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio de Janeiro (13), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2). São Paulo continua registrando o maior número de casos e de mortes, são 84 óbitos no estado.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 487 casos nas últimas 24 horas. Isso significa um aumento de 14% em relação ao dia anterior.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirma que o país conta com muitos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), às vezes mais do que países desenvolvidos, por causa do histórico de alto número de traumas.

Com a diminuição das atividades de circulação, ele analisa que também diminuíram os acidentes e a quantidades de traumas. Isso significa que, em alguns lugares, houve “uma queda de 30, 40 e até 50%” na taxa de ocupação de leitos, o que significa mais espaço de internação para os contagiados pela Covid-19.

Mandetta reforçou a recomendação para que as pessoas fiquem em casa e não circulem nas ruas. Ele fala que é preciso esperar a chegada dos equipamentos de proteção que o país está comprando da China, mas a importação enfrenta dificuldades de logística. Também garante que todas as decisões serão tomadas a partir de critérios técnicos e científicos.

“A economia é muito importante para a saúde. O que colocamos em dúvida são os critérios dessas quarentenas [adotadas pelos governos]”, afirma Mandetta. “Vamos colocar alguns critérios, porque são necessários. Não serão os critérios do ministro Mandetta, estamos trabalhando com os secretários para estabelecer um consenso”, destacou.

O ministro também pediu ajuda de grandes confecções para a fabricação de máscaras em
grande escala. “Não façam atitudes intempestivas, como a de entrar em uma fabrica de máscaras e pegar todas as máscaras para si”, disse, se referindo ao governador de São Paulo, João Doria, que ordenou recolher 500.000 máscaras da fábrica 3M.

Mandetta explica que os testes rápidos começarão a ser aplicados, inclusive a partir do sistema “drive-thru”, em que as pessoas não precisam sair do carro. Ele destaca, contudo, que os testes marcam os anticorpos que reagem a gripe. Assim, ele só dá um resultado confiável após cinco dias de infecção. Portanto, o resultado pode ser de “falso negativo” se uma pessoa decide prematuramente fazer o teste.

Conforme ele, não existe quarentena vertical e nem horizontal, o que existe é a necessidade de arbitrar em determinados tempos. “O lockdown, que é a parada absoluta, pode vir a ser necessária em alguma cidade. O que não existe é um lockdown em todo o território nacional e desarticulado”, afirmou.

CLOROQUINA

Sobre o medicamento cloroquina, Mandetta afirmou que ele ainda está sendo estudado para casos graves. “Não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde. Vamos aguardar”, disse.

Sobre a reabertura das atividades dos comércios, que inclusive motivou carreatas e manifestações em todo o Brasil, o ministro disse que ainda não é hora. “Os que estão fazendo carreata são os mesmos que vão ficar em casa”.

“Estamos falando de vida. Vamos nos pautar pela ciência. Precisamos de planejamento, calma, frieza. Nosso sistema tem coisas fortes”, ressalta Mandetta.

UM MÊS DE CORONAVÍRUS NO BRASIL

Ao completar um mês da primeira detecção de Covid-19 no país, o país registrava 77 mortes e 2.915. O primeiro caso foi registrado em 26 de fevereiro.

A perspectiva do Ministério da Saúde para o próximo mês é de que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.

AUXÍLIO A PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Ontem (27) o governo anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

ENTRADA DE ESTRANGEIROS NO BRASIL

Também na sexta-feira, o governo editou uma portaria para proibir temporariamente a entrada de estrangeiros de todas as nacionalidades que chegarem ao Brasil pelos aeroportos. A medida tem validade de 30 dias.

O fechamento da fronteira aérea foi feito a partir de recomendações técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a regra não será aplicada no caso de brasileiros que retornem ao país, imigrantes que moram no Brasil, parentes diretos de brasileiros e estrangeiros que são membros de órgãos internacionais. A norma também libera a entrada de quem estiver em trânsito para outros países, desde que o passageiro fique somente na sala de trânsito dos aeroportos, além de tripulantes de empresas aéreas.