Menino de 9 anos mata irmã de 7 com tiros de arma artesanal em Mariluz; ela pode ter sido estuprada

Menino de 9 anos mata irmã de 7 com tiros de arma artesanal  em Mariluz; ela pode ter sido estuprada

Um menino de 9 anos atirou contra a irmã mais nova, de 7 anos, com uma arma artesanal que estava na chácara do avô deles, em Mariluz, no noroeste Paraná, na tarde de sábado (23).

A menina chegou a ser socorrida a um hospital, mas não resistiu. O avô das crianças, responsável pela arma, pode responder por omissão da guarda e posse ilegal de arma de fogo, segundo a Polícia Civil.

Segundo o relato do homem, ele estava trabalhando quando foi surpreendido pelo barulho dos tiros. Enquanto corria na direção da casa, crianças que estavam brincando no quintal, entre elas, seus dois netos vieram ao seu encontro e declararam que arma de fogo havia disparado acidentalmente. 

O avô socorreu a neta e a levou até uma Unidade de Pronto Atendimento, mas a menina, que sofreu ferimentos nas regiões do ombro esquerdo, braço direito e costas, acabou não resistindo devido as perfurações que atingiram seu pulmão e coração.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica que cuidou da criança constatou sinais de abuso anal, com presença de fezes e lesões em orifício.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) que deverá apontar se o abuso ocorreu ou não deve sair nos próximos dias. 

A delegacia deve receber nesta manhã de segunda – feira (25) testemunhas do caso, inclusive o avô, para prestar esclarecimentos. As identidades das crianças e do avô estão preservadas.

Arma sem documentação 

À polícia, o homem disse que arma de fogo tem cerca de 20 anos e é uma herança de família, por isso, não possui nenhum documento de origem ou legalidade. A espingarda artesanal, conhecida como ‘puxa-fieira’ foi recolhida pela Polícia Militar, assim como dois tubos de munições que eram usados para carregá-la. 

O avô e uma testemunha foram encaminhados para a delegacia de Cruzeiro do Oeste, na mesma região do Estado. Já o irmão da vítima ficou sob responsabilidade da equipe do Conselho Tutelar para que sua integridade física e psíquica sejam garantidas. Ele também recebeu atendimento psicológico.

O caso é investigado.