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Uma pesquisa inovadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está dando um novo destino às cascas de beterraba descartadas no Restaurante Universitário (RU). O projeto converte o que seria resíduo em um corante natural e nutritivo para a produção de balas de gelatina, oferecendo uma alternativa saudável aos aditivos sintéticos.
O estudo é conduzido pela mestranda Larissa Lira Delariça Navarro, sob orientação do professor Oscar de Oliveira Santos Jr, no Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos.
O processo de transformação se destaca pela simplicidade e pelo baixo custo:
“A técnica pode ser reproduzida tanto em ambiente industrial quanto doméstico, utilizando equipamentos simples como fornos convencionais”, disse Larissa à Agência Estadual de Notícias (AEN).
Diferente dos corantes artificiais, o extrato de beterraba agrega valor funcional. Segundo a pesquisadora, o produto possui propriedades anti-inflamatórias e auxilia no combate aos radicais livres. Além disso, testes sensoriais confirmaram que o pó não deixa sabor residual de beterraba, garantindo a aceitação do público.
Com o sucesso da beterraba, a equipe já expandiu os testes para cascas de cenoura e cebola. O objetivo é aplicar esses nutrientes em pães, massas e bolos. Para o professor Oscar, a viabilidade econômica é um dos pilares da pesquisa: “Transformamos algo que seria descartado em um ingrediente de valor agregado com baixo consumo de energia”.
As novas formulações devem ser testadas em breve no cardápio do RU, que atende mais de três mil pessoas diariamente, antes de chegarem ao mercado consumidor.