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A Academia Brasileira de Letras (ABL) entregará, na próxima terça-feira (23), o Prêmio Machado de Assis ao escritor Cristóvão Tezza. Considerada a mais importante honraria concedida pela instituição, a premiação reconhece o conjunto da obra de autores que se destacam na literatura brasileira.
Natural de Lages, em Santa Catarina, Tezza mudou-se para Curitiba aos oito anos de idade e construiu na capital paranaense grande parte de sua trajetória pessoal e literária. Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também atua como professor, o escritor transformou a cidade em cenário de diversas obras, entre elas Uma Noite em Curitiba (2014) e Tensão Superficial do Tempo (2020).
Seu trabalho mais conhecido é o romance O Filho Eterno (2007), vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais e posteriormente adaptado para o cinema e para o teatro. A obra acompanha a trajetória de um pai diante do nascimento de um filho com síndrome de Down, abordando sentimentos como rejeição, culpa, amadurecimento e afeto. O livro foi inspirado na própria experiência de Tezza com seu filho mais velho, Felipe.
Ao anunciar a premiação, a ABL destacou a relevância da produção literária do autor ao longo de mais de quatro décadas. Entre suas principais obras estão Trapo (1988), A Suavidade do Vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve Espaço entre Cor e Sombra (1998), O Fotógrafo (2004), O Filho Eterno (2007), O Professor (2014) e A Tirania do Amor (2018).
Com o reconhecimento, Cristóvão Tezza passa a integrar a lista de vencedores do Prêmio Machado de Assis, que inclui nomes consagrados da literatura brasileira, como Adélia Prado, Ruy Castro e Rubem Fonseca. Além da homenagem, o escritor receberá um prêmio de R$ 100 mil, oferecido pela companhia de energia Light.
Na mesma cerimônia, a Academia Brasileira de Letras também concederá outras distinções. A Medalha Joaquim Nabuco será entregue a Maria Amélia Mello e à Firjan; a Medalha Rachel de Queiroz a Rogerio Faria Tavares e Gilberto Schwartsmann; a Medalha João Ribeiro a Heloisa Starling; e a Medalha Francisco Alves a Petronilha Gonçalves e Silva.
Fonte do Artigo
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