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O dólar fechou em queda de 0,42% nesta segunda-feira, cotado a R$ 5,089. A moeda americana acumula desvalorização de 1,42% em julho e de 7,28% em 2026. O real foi favorecido pelos juros altos no Brasil e pela valorização do petróleo no mercado internacional.
As informações são da Agência Brasil.
A bolsa de valores registrou a quarta sessão consecutiva de perdas. O Ibovespa recuou 0,20% e encerrou o dia aos 173.371,35 pontos. A queda foi pressionada por perdas de mineradoras, que não foram compensadas pela alta das ações da Petrobras.
A moeda americana chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura do pregão, mas passou a recuar após mediadores internacionais apresentarem propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento diminuiu a procura global por ativos considerados mais seguros.
A elevada diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade. Nessa estratégia, investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
A valorização do petróleo também apoiou o real, melhorando a perspectiva para entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês.
O petróleo Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27% e fechou a US$ 89,22 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85% e encerrou o dia a US$ 82,48. Os preços oscilaram ao longo da sessão refletindo dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio.
O presidente americano Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos, mantendo a cautela dos investidores. Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho.
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