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Tribunal de Justiça suspende investigação contra Tico Kuzma por suspeitas de venda de cargos e esquema de rachadinha na Câmara de Curitiba

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A decisão do Tribunal de Justiça do Paraná suspendeu temporariamente as investigações conduzidas pelo Ministério Público sobre o vereador Tico Kuzma, presidente da Câmara Municipal de Curitiba, por suposta venda de cargos e prática de rachadinha.

O cenário político da capital paranaense enfrenta um novo capítulo após uma recente movimentação jurídica. O presidente da Câmara, Tico Kuzma, confirmou a suspensão da investigação que apurava denúncias contra sua gestão.

A medida foi concedida em caráter liminar pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). A decisão interrompe, por ora, o trabalho do Ministério Público do Paraná (MP-PR) sobre o caso, conforme informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça.

Este caso ganhou destaque após uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em junho. O processo segue correndo sob segredo de Justiça, o que limita detalhes adicionais sobre a decisão.

Entenda a investigação do Gaeco

As apurações tiveram início após uma denúncia anônima recebida em 2024. O Gaeco investiga se o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para realizar indicações de pessoas a cargos comissionados na Prefeitura de Curitiba.

Além da suposta cobrança para a nomeação, a investigação apurava a prática de rachadinha. Este termo popular define o esquema ilegal em que o político exige que o servidor devolva parte ou a totalidade do salário recebido para o próprio parlamentar.

A operação, deflagrada em junho, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. Como presidente da Câmara, Tico Kuzma possui prerrogativas que incluem a indicação de nomes para cargos na administração pública municipal.

Posicionamento da defesa e do MP-PR

Durante a sessão plenária de segunda-feira, o próprio Tico Kuzma anunciou a decisão proferida em 7 de julho. Segundo o vereador, o tribunal entendeu que não foram encontrados indícios suficientes que comprovassem a denúncia original.

O parlamentar reforçou que prestou todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades e que permanece à inteira disposição da Justiça. Ele explicou que optou pelo silêncio anteriormente para respeitar o segredo de Justiça do processo.

Por outro lado, o Ministério Público do Paraná informou, por meio de nota, que se manifestará apenas após uma decisão de mérito do tribunal. Até lá, a investigação sobre a venda de cargos e rachadinha permanece paralisada.

Perguntas frequentes sobre o caso

Por que a investigação foi suspensa? O TJ-PR concedeu uma liminar entendendo que não foram apresentados indícios que comprovassem as denúncias de rachadinha e venda de cargos.

O que é o esquema de rachadinha citado na investigação? É uma prática ilegal onde o ocupante de cargo público comissionado é coagido a devolver parte do seu salário ao político responsável pela sua nomeação.

Qual a origem das denúncias contra Tico Kuzma? As apurações começaram a partir de uma denúncia anônima apresentada em 2024, que resultou na operação do Gaeco em junho.

O vereador foi afastado do cargo? Não, a decisão atual suspendeu apenas a investigação do Ministério Público, não havendo determinação de afastamento das funções legislativas.

O processo é público? Não, o caso tramita sob sigilo, por isso nem o Tribunal de Justiça nem as partes envolvidas podem fornecer detalhes específicos sobre os autos no momento.

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