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Porto Alegre deve ser próximo destino do João Rock

Porto Alegre deve ser próximo destino do João Rock

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Realizado no último sábado, 1º de agosto, em Ribeirão Preto (SP), o João Rock é um acontecimento que congrega grandes shows de músicos brasileiros que representam toda a diversidade sonora do País, além de outros polos de diversão que incluem skate, tirolesa, roda gigante, live painting entre outras ações. São 12 horas de músicas com mais de 30 atrações musicais em único dia em área com mais de 160 mil m2.

Um grupo de jornalistas gaúchos esteve no festival convidado pela Opus Entretenimento que se associou a Bananas Eventos, idealizadora e realizadora da marca há 23 anos. A iniciativa marca o início da aproximação do Estado com essa nova fase do festival.

Durante o evento, os diretores artístico e de produção do festival, Marcelo Rocci e Luit Marques, asseguraram que o Sul do País é o próximo destino do festival. “A gente só vai para Porto Alegre se a gente conseguir entregar esta superestrutura que o festival tem”, afirma Rocci. “A gente pensa em fazer o João Rock em Porto Alegre, mas vamos precisar de várias mãos e do apoio de todos”, diz Marques.

O CEO da Opus, Lucas Zaffari, destaca que a essência do João Rock foi o que fez a Opus se juntar a este evento. “Estamos felizes com esta parceria, pois queremos trazer esta essência para o Sul. A gente ainda não tem uma previsão exata de data, local e outras informações”, afirma Zaffari. Em conversas paralelas, pude sentir que na Capital existe um primeiro local sondado que seria o Parque Harmonia. A informação não é confirmada por membros das duas empresas.

A organização e os shows do festival

Sobre a realização do João Rock para 65 mil pessoas no sábado passado, posso dizer que o festival tem uma organização primorosa, o que não evita congestionamento na chegada, filas em banheiros, e aglomerações em locais de venda de bebida e comida, além de um número muito grande de pessoas no camarote defronte ao Palco João Rock, foram mais de 3 mil pessoas.

Este palco duplo, o João Rock, foi o que apresentou as atrações musicais mais conhecidas do público. O início foi dado às 14h com a Batalha da Aldeia, seguindo com a banda Lizium, vencedora do concurso de bandas do evento.

Atrações como Chico Chico, com sua indefectível camisa do Vasco, e canções revisitadas como “Menino Bonito” e “Blues da Piedade” que mexem com o público; Lagum e Detonautas mexeram com uma geração jovem e ideologicamente mais identificada com a esquerda. Zé Ramalho e Alceu Valença chamaram para duas grandes pérolas da virada dos anos 70 para os 80, como “Admirável Gado Novo”, de 1979, e “Anunciação”, de 1983.

O CPM 22 recebeu Di Ferrero para interpretar “Dias Atrás”, o Paralamas do Sucesso tocou todos os seus hits de “Uma Brasileira” a “Meu Erro”, enquanto o Karranka Rock Show, do BaianaSystem, contou com participações de BNegão e Vandal e teve a famosa roda no meio do público. O projeto Thiago Castanho & Marcão Britto Charlie Brown Jr. Acústico recebeu Tico Santa Cruz, do Detonautas, para interpretar “Samba Makossa”.

Dos shows do Palco Fortalecendo a Cena, Yago Oproprio fez um belo show e convidou Rô Rosa para participação durante sua apresentação. No Palco Brasil, destaques para a pernambucana Nação Zumbi e para o gaúcho Armandinho, que encantou os milhares de fãs do festival, com “Desenho de Deus” e “Analua”. No Palco Aquarela, as mulheres foram os destaque e Luedji Luna, Marina Sena e Ana Carolina fizeram shows com grande participação dos fãs. Que venha o João Rock para Porto Alegre.


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Corinthia Mes

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