Enter your email address below and subscribe to our newsletter

Caso Lulinha vira munição contra indicação de Jorge Messias ao STF

Caso Lulinha vira munição contra indicação de Jorge Messias ao STF

COMPARTILHAR ARTIGO

O “Caso Lulinha” passou a ser utilizado como munição contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Nas últimas semanas, o ministro virou alvo de “fogo amigo” em grupos de WhatsApp de servidores da própria Advocacia-Geral da União (AGU), da Polícia Federal (PF) e da magistratura.

A mensagem que mais circula é um vídeo com críticas a Messias por ele não ter contestado ações do ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito do INSS. A investigação tem entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lulinha passou a ser investigado devido às suas relações com a lobista Roberta Luchsinger e com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O caso foi fatiado em mais três inquéritos para apurar tratativas do grupo sobre a venda de cannabis medicinal ao governo.

No mês passado, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pediu que a AGU avaliasse adotar medidas para contestar determinações do relator no STF: a exigência de que a corporação envie ao Tribunal todas as peças das investigações da Operação Sem Desconto e a obrigação de comunicar o ministro previamente sobre qualquer eventual afastamento ou substituição dos delegados responsáveis pelo caso.

​Jorge Messias não aceitou o pedido. A solicitação era absolutamente heterodoxa e sem precedentes, pois seria a primeira vez que a AGU interviria em uma questão de âmbito criminal.

O episódio desencadeou um atrito entre Mendonça e Rodrigues que está longe de ser encerrado e, agora, é explorado para “fritura” do advogado-geral da União.

A data do pedido da PF coincide com o período em que ocorreram reuniões de Lula com os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino — e todos sabem que esse trio é contra a indicação do AGU.

Caso Lulinha, sobre filho do presidente Lula, vira munição contra a indicação de Jorge Messias para o STF Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

​Aliados de Messias que conversaram com a Coluna ressaltam que seria impossível aceitar o pedido de Andrei, pois Messias poderia ser acusado de tentativa de obstrução de Justiça. O entendimento encontra amparo na opinião de juristas e criminalistas.

Naquele momento, nem tinham sido reveladas ainda as relações da lobista com o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Hoje, diante das revelações, a acusação de obstrução poderia atingir o presidente da República. Afinal, a relação é instantânea: o AGU é o advogado do presidente da República e teria agido para interferir em um inquérito que tem o próprio filho de Lula entre os alvos.

​“Era uma armadilha”, resume um amigo muito próximo de Messias e com trânsito no Planalto. E complementa: não perceberam que aquela solicitação iria explodir no colo de Lula.

Vale ler também

Carta aos presidenciáveis: Abimaq apela por estabilidade econômica e metas até 2034

Mais Notícias

Home Page – Início

Fonte do Artigo
See more: The Global Track

Corinthia Mes

COMPARTILHAR ARTIGO
fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

Artigos: 38262