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Entre julho e agosto, o Ministério da Saúde da Indonésia registrou mais de 50.000 casos de infecções respiratórias associadas a incêndios em terra e florestas; mais de 12.000 desses casos envolvem crianças menores de cinco anos, informou a BBC.
Moradores relatam sintomas e desconforto generalizado. Rizma Nur Fatimah, 19 anos, disse que a fumaça na sala de aula ficou tão densa que ‘você não conseguia nem ver os próprios pés’. Misbah, mãe de três anos, relatou que a filha desenvolveu ‘tosse, dor de garganta e coriza’. Na província filipina de Palawan, residentes reportaram olhos e garganta irritados; a médica Precious Bañas-Melad disse que ‘agora estamos sentindo dores de cabeça leves’ e relatou casos de reações alérgicas em familiares.
Fogueiras vinculadas à expansão de plantações industriais e outros usos comerciais são frequentemente citadas como causa de grandes queimadas. A drenagem de áreas de turfa, plantações de óleo de palma e empreendimentos madeireiros tornam as paisagens mais vulneráveis ao fogo, que costuma reaparecer nas mesmas áreas.
Sem El Niño, incêndios registrados no ano anterior atingiram 359.000 hectares, disse o professor Bambang Hero Saharjo, especialista em forense de incêndios florestais da Institut Pertanian Bogor University; citando relatórios de pesquisa, ele afirmou à BBC que o El Niño deste ano poderia queimar uma área de até 11 milhões de hectares.
O Ministry das florestas da Indonésia, Raja Juli Antoni, afirmou que a luta para apagar os incêndios está entrando em uma fase crítica e alertou que 'setembro é o pico do El Niño' e que 'setembro é a principal batalha para nós', segundo a BBC.
As informações desta reportagem são baseadas nas apurações e declarações publicadas pela BBC em 3 de setembro de 2026.