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Governo quer telessaúde em 100% das unidades do SUS em quatro anos, afirma Padilha

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Ministério da Saúde contabiliza mais de 12 milhões de teleatendimentos e diz que 84% das equipes de saúde da família usam prontuário eletrônico

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo pretende alcançar cobertura de telessaúde em 100% das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos quatro anos. A declaração foi registrada pela Agência Estado e divulgada pela CGN.

Segundo Padilha, atualmente mais de 80% da rede do SUS já dispõe da tecnologia de teleatendimento e o Ministério contabiliza mais de 12 milhões de teleatendimentos direcionados pela Pasta, em parceria com Universidade — sem considerar os serviços oferecidos por municípios.

Cobertura atual e meta anunciada

Padilha afirmou que, até o momento, mais de 80% da rede do SUS tem tecnologia de teleatendimento. O objetivo anunciado pelo ministro é estender esse tipo de serviço a todas as unidades do SUS ao longo dos próximos quatro anos, segundo a Agência Estado.

Prontuário eletrônico e serviços integrados

De acordo com o ministro, 84% das equipes de saúde da família usam o prontuário eletrônico do Ministério da Saúde. Parte dessas equipes já acessa recursos de teleconsulta e teleatendimento, enquanto outras utilizam Sistema locais que também oferecem serviços de telessaúde.

Padilha disse ainda que o governo discute com associações de Farmácia e de diagnóstico a possibilidade de ampliar serviços do Farmácia Popular, incluindo exames diagnósticos e teleatendimento com nutricionistas, enfermeiros e, eventualmente, médicos para pacientes com doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma.

UTIs inteligentes e uso de inteligência artificial

Na tarde de 3 de setembro de 2026, Padilha participou de um evento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde apresentou a Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS. A central monitora em tempo real sinais vitais de pacientes internados em seis hospitais que já têm a tecnologia implementada e contará com monitoramento 24 horas.

O ministro afirmou que a inteligência artificial será usada para apoiar o monitoramento em UTIs, identificando sinais de alerta e ajudando na criação de protocolos; segundo ele, a tomada de decisão continuará sendo responsabilidade dos profissionais de saúde. Padilha também declarou: "Estamos construindo, camada por camada, uma rede nacional de saúde digital cujo valor real é a geração de uma base de dados Clínicas brasileira inédita".

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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