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O investidor bilionário Leon Black não compareceu a uma convocação do comitê do Congress dos Estados Unidos que investiga o falecido condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein e, em vez disso, apresentou uma ação judicial para contestar as intimações, informou a BBC.
As intimações exigiam que Black entregasse acordos de confidencialidade (NDAs) e prestasse depoimento on‑camera sob juramento. De acordo com a BBC, elas foram emitidas depois que Black deixou a sessão do comitê em junho, quando prestava testemunho voluntário e foi questionado sobre possíveis NDAs.
Em comunicado citado pela BBC, a advogada de Black, Susan Estrich, afirmou: "This is no longer about finding the truth about Epstein. It is about trying to destroy Mr Black" e classificou as intimações como um "abuso do poder do Congress".
Membros do comitê criticaram a ausência. Robert Garcia disse que, "Ao se recusar a testemunhar hoje, Leon Black está agora desafiando duas intimações do Congress" e defendeu que ele deve ser considerado em desacato. O presidente do comitê, identificado na reportagem como Jomes Comer, afirmou que é "uma vergonha" que Black esteja se escondendo atrás de litígios em vez de fornecer respostas e que o depoimento de Black é "crucial" para a investigação. A BBC também relatou que o desacato ao Congress pode levar à remessa ao departamento de justiça para possível processo.
Conforme a BBC, Black declarou anteriormente ao comitê que empregou Epstein como assessor de gestão de patrimônio e que pagou US$158m (£120m) por “fins legítimos” durante anos de associação, negando envolvimento em qualquer má conduta. Ele disse que não sabia das “atividades nefastas” de Epstein até que este foi acusado em julho de 2019.
Ainda segundo os arquivos mencionados pela BBC, Epstein chegou a sugerir, em e‑mail, que Black contratasse ex‑agentes de aplicação da lei para abordar Ganieva. A advogada de Black descreveu a acusação de Ganieva como "demonstrably false".
De acordo com a BBC, o comitê pode tomar medidas para considerar Black em desacato e encaminhar o caso ao departamento de justiça para avaliação de possível processo, mas a reportagem não detalha prazos nem decisões futuras além da ação judicial apresentada por Black.