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Campanha de sabotagem atinge alvos de defesa na Europe; Alemanha aponta Rússia

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Sequência de incêndios, ataques com drones e prisões em vários países levou autoridades a suspeitarem de operação russa, segundo a BBC

Uma série de incidentes contra instalações militares e empresas do setor de defesa na Europe durante agosto e o início de setembro suscitou suspeitas de uma campanha coordenada de sabotagem cuja principal responsável, segundo autoridades alemãs, seria a Rússia.

segundo BBC, com base em material da Reuters, o caso mais chamativo foi a descoberta, em 4 de agosto, de drones carregados com explosivos no aeroporto de Leipzig, usado por Ucrânia para transporte de material militar. O governo alemão afirmou que a Rússia é responsável; autoridades russas, incluindo o President Vladimir Putin, exigiram provas e classificaram a acusação como “absurda”, de acordo com a matéria.

Incidentes registrados

  • 4 de agosto (Alemanha): descoberta de drones carregados com explosivos no aeroporto de Leipzig.
  • 10 de agosto (Bulgária): incêndio em fábrica da empresa de defesa EMCO, inicialmente reportado como causado por um caminhão durante abastecimento de combustível.
  • 13 de agosto (Itália): incêndio e grande explosão em instalação da KNDS Ammo Italy, nos arredores de Roma; promotor local abriu investigação por negligência contra “pessoas desconhecidas”, segundo La Repubblica, citado pela BBC.
  • 15 de agosto (Estônia): incêndio na fábrica da Milrem Robotics, em Tallinn; dois suspeitos foram detidos.
  • 25 de agosto (Eslováquia): polícia anunciou ter frustrado tentativa de incêndio em fabricante ucraniano de drones e apreendido grande quantidade de mistura incendiária; três suspeitos foram detidos.
  • 30 de agosto (Polônia): novos incêndios, incluindo um ataque claro à produtora de drones WB Group, com homem mascarado flagrado lançando dispositivos incendiários em imagens de CCTV; o primeiro-ministro Donald Tusk disse que não se pode descartar atentado.
  • Início de setembro: dois cidadãos búlgaros foram presos em Munique acusados de tentativa de incêndio a uma empresa de defesa.

Suspeitos, atribuições e investigações

A reportagem indica que alguns países já atribuíram ataques à Rússia, enquanto outros ainda investigam e admitiram que alguns episódios podem ser acidentais. A BBC cita que, na Alemanha, reportagens de mídia referem um relatório da polícia federal mencionando mais de 165 casos suspeitos de sabotagem no país neste ano, sem atribuir responsáveis.

Fontes consultadas pela BBC descrevem dois perfis de autores: agentes enviados diretamente por Moscow e proxies — recrutas de língua russa de ex-repúblicas soviéticas, muitas vezes motivados por dinheiro e coordenados à distância. No caso de Leipzig, relatos indicam que os responsáveis pelo lançamento dos drones seriam russos e que pelo menos um teria entrado no país para a operação, algo considerado atípico pelas fontes.

Contexto e análises

Especialistas citados pela BBC avaliam que a concentração de ataques a alvos militares e de defesa é incomum e pode estar ligada a desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.

Keir Giles, do Chatham House, sustenta na reportagem que a campanha também pode visar a testar vulnerabilidades da OTAN e preparar uma nova fase de agressão; o International Institute for Strategic Studies (IISS) aponta que houve um pico semelhante em 2024, quando pacotes incendiários enviados ao Reino Unido e Polônia demonstraram disposição em causar grandes danos.

Reação institucional e riscos

Segundo a BBC, União Europeia e OTAN prometeram aumentar a pressão sobre a Rússia após os incidentes relatados na Alemanha. Autoridades e analistas também alertam para o risco de escalada acidental — por exemplo, se um artefato explodisse em voo ou provocasse vítimas —, mas a reportagem preserva incertezas sobre origem e autoria de muitos casos enquanto investigações continuam.

As informações descritas nesta matéria foram extraídas de reportagem da BBC, que indica origem editorial na agência Reuters.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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