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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, declarou que a Justiça Eleitoral não escolhe vencedores e não possui preferência por candidaturas. A afirmação foi feita nesta sexta-feira, 4, durante a cerimônia de conclusão da lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de 2026, segundo a Agência Estado, veiculada pela CGN.
O evento marcou também a conclusão de procedimentos técnicos sobre as urnas e os sistemas, que, de acordo com Nunes Marques, visam assegurar transparência, segurança e possibilidade de auditoria em todo o processo de votação.
Em seu discurso, Nunes Marques afirmou: “A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição”. A declaração foi registrada pela Agência Estado e Publicado pela CGN.
Segundo o presidente do TSE, a lacração dos sistemas garante que a tecnologia empregada nas eleições continue transparente, segura e auditável. Nunes Marques disse que “a segurança do processo eleitoral não decorre de um único mecanismo, mas da combinação de diferentes camadas de proteção, de controles independentes e de procedimentos rigorosos, e sobretudo da ampla possibilidade de fiscalização”.
Ele também afirmou que o TSE ficará de portas abertas para acompanhamento de todas as etapas da votação eletrônica e disse que a credibilidade das eleições depende de “compromissos coletivos”, segundo CGN da Agência Estado Publicado pela CGN.
A reportagem relacionou a fala de Nunes Marques ao momento de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Agência Estado, o contexto inclui a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Após o levantamento do sigilo, Moraes pediu apurações no inquérito das fake news contra Mendonça e solicitou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, abertura de procedimento contra o colega.
Fachin, conforme a mesma apuração, estabeleceu prazo de cinco dias úteis para manifestações de Moraes, Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF também determinou que as apurações solicitadas por Moraes sejam transferidas do inquérito das fake news para outro procedimento instaurado por Fachin.