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Como escolher árvores de fruto para o jardim? Guia

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Como escolher árvores de fruto para o jardim sem se arrepender da escolha.

Comprar uma árvore de fruto parece simples. Escolhe-se uma macieira, uma pereira ou uma cerejeira de que se gosta, planta-se no jardim e espera-se pela primeira colheita.

Na prática, nem sempre funciona assim.

Uma árvore que parecia pequena e fácil de manter no momento da compra pode, alguns anos depois, ocupar metade do jardim. Outra cresce bem, floresce todos os anos, mas quase não produz frutos. Há também casos em que a variedade simplesmente não se adapta bem ao terreno ou ao local onde foi plantada.

Por isso, antes de escolher uma árvore, vale a pena pensar um pouco além da fotografia dos frutos na etiqueta.

Não é preciso transformar a compra num projeto complicado. Basta verificar alguns pontos básicos que podem fazer uma enorme diferença no futuro.

Primeiro: quanto espaço existe realmente no jardim?

Esta pergunta parece óbvia, mas é frequentemente ignorada.

Uma árvore jovem, comprada num viveiro, pode ter pouco mais de um metro. É fácil olhar para ela e pensar que haverá espaço suficiente. O problema é que estamos a comprar uma planta para os próximos dez, quinze ou vinte anos, e não apenas para a próxima estação.

Algumas árvores desenvolvem copas bastante largas e crescem com força. Outras permanecem muito mais compactas.

É aqui que aparece um elemento de que nem todos os compradores se lembram: o porta-enxerto.

A mesma variedade pode comportar-se de maneira diferente dependendo do porta-enxerto utilizado. Ele influencia a força de crescimento, a altura futura e, em muitos casos, até o momento em que a árvore começa a produzir.

Num terreno grande, uma árvore vigorosa pode não representar qualquer problema. Pelo contrário, pode tornar-se uma parte interessante do jardim. Num espaço pequeno, porém, uma árvore muito grande pode começar a competir com outras plantas, criar demasiada sombra e tornar a colheita bastante incómoda.

Por isso, quando possível, vale a pena perguntar sobre o porta-enxerto antes da compra.

Não escolha apenas pela fruta

É perfeitamente normal procurar uma variedade porque gostamos do sabor dos seus frutos.

Quem gosta de uma determinada maçã, por exemplo, provavelmente vai querer ter essa variedade no jardim.

Só que o sabor é apenas uma parte da história.

Também é importante saber quando a variedade amadurece, se é resistente ao frio, se costuma sofrer com determinadas doenças e se necessita de outra árvore para uma boa polinização.

Algumas variedades são relativamente fáceis de cultivar. Outras exigem mais atenção.

Para alguém que quer simplesmente ter algumas frutas próprias sem passar o verão inteiro a cuidar das árvores, variedades mais resistentes podem ser uma escolha muito mais sensata do que aquelas que exigem intervenções constantes.

É precisamente aqui que uma boa escolha inicial poupa muito trabalho mais tarde.

O sol costuma ser mais importante do que parece

Quem já tentou cultivar tomates num local demasiado sombreado conhece o problema.

Com as árvores de fruto acontece algo semelhante.

A maioria prefere locais ensolarados. Isso não significa que a árvore morra imediatamente se receber algumas horas de sombra. Significa apenas que um local bem escolhido pode melhorar bastante a floração, a maturação e o sabor dos frutos.

Antes de plantar, observe o jardim durante o dia.

Há locais que parecem ensolarados de manhã, mas ficam completamente cobertos pela sombra da casa durante a tarde. Outros estão protegidos por árvores maiores ou edifícios vizinhos.

Esses detalhes nem sempre são visíveis quando se planeia tudo no papel.

Também é melhor evitar os pontos mais baixos do terreno onde a água permanece depois de uma chuva forte. As raízes precisam de água, claro, mas não gostam de ficar constantemente num solo encharcado.

E o solo? Nem sempre precisa de ser perfeito

Muitas pessoas preocupam-se demasiado quando descobrem que não têm o solo “ideal”.

Na realidade, poucas pessoas têm.

O mais importante é perceber com que tipo de terreno se está a trabalhar.

Um solo muito pesado pode reter água durante demasiado tempo. Um solo extremamente arenoso seca rapidamente. Em ambos os casos é possível melhorar as condições antes da plantação.

O erro mais comum é simplesmente abrir uma cova, colocar a árvore lá dentro e esperar que ela se adapte a tudo.

Às vezes adapta-se. Outras vezes passa vários anos a crescer lentamente e ninguém percebe exatamente porquê.

Preparar o local com antecedência costuma ser muito mais simples do que tentar resolver o problema quando a árvore já está instalada.

Uma árvore pode precisar de companhia

Este é um daqueles detalhes que algumas pessoas descobrem apenas depois de alguns anos.

Nem todas as árvores de fruto conseguem produzir uma boa colheita sozinhas.

Existem variedades autoférteis, mas outras precisam de pólen proveniente de uma variedade compatível que floresça numa época semelhante.

Na prática, isto significa que uma árvore pode crescer perfeitamente, parecer saudável e encher-se de flores na primavera — e mesmo assim produzir poucos frutos.

Se houver muitas árvores de fruto nos jardins vizinhos, o problema pode resolver-se naturalmente. Num local mais isolado, porém, a escolha de uma segunda variedade pode ser muito importante.

Ao comprar duas ou três árvores, compensa verificar antecipadamente se elas funcionam bem juntas em termos de polinização.

É uma informação simples que pode evitar bastante frustração.

Nem todos os frutos precisam de amadurecer na mesma semana

Imagine três árvores carregadas de fruta madura praticamente ao mesmo tempo.

Parece excelente até chegar o momento de perceber que é preciso consumir, distribuir, congelar ou transformar dezenas de quilos de fruta em poucos dias.

Por isso, num jardim com espaço para várias árvores, faz sentido escolher variedades com épocas de maturação diferentes.

Uma variedade precoce pode fornecer os primeiros frutos durante o verão. Outra pode amadurecer algumas semanas depois. As variedades mais tardias prolongam a colheita ainda mais.

Além de ser mais prático, isso permite aproveitar fruta fresca durante muito mais tempo.

Vale a pena pensar também na forma como os frutos serão utilizados.

Algumas variedades são excelentes para comer diretamente da árvore. Outras são interessantes para sumos, compotas, sobremesas ou armazenamento.

Não existe uma única variedade “melhor”. Existe a que melhor corresponde ao que esperamos dela.

Comprar online pode ser uma boa opção, desde que se saiba o que procurar

Hoje em dia não é necessário limitar-se às variedades disponíveis no centro de jardinagem mais próximo.

As lojas especializadas permitem comparar um número muito maior de espécies e variedades. Isso pode ser especialmente útil quando se procura algo específico.

Ao procurar drzewka owocowe, vale a pena prestar atenção à descrição da variedade, ao tipo de porta-enxerto, às exigências de polinização e à informação sobre o tamanho que a árvore poderá atingir.

Também é importante observar como as plantas são preparadas para transporte.

Uma árvore pode ser de ótima qualidade, mas um transporte inadequado pode danificar os rebentos ou permitir que as raízes sequem.

Por isso, numa compra à distância, a forma de embalagem também faz parte da qualidade do produto.

Outono ou primavera?

As duas épocas podem funcionar.

Tradicionalmente, muitas árvores de fruto são plantadas no outono. O solo ainda conserva alguma temperatura e as raízes podem começar a estabelecer-se antes do inverno.

A primavera é igualmente comum, sobretudo em regiões onde os invernos são mais rigorosos.

Neste caso, o principal desafio costuma ser a água.

Uma árvore recém-plantada ainda não possui um sistema radicular suficientemente desenvolvido para procurar água em profundidade. Se a primavera for seca e quente, pode precisar de regas regulares.

As plantas cultivadas em vasos oferecem um pouco mais de liberdade, pois podem normalmente ser plantadas durante uma parte maior do ano.

Mesmo assim, ninguém ganha muito plantando uma árvore no meio de uma vaga de calor.

Se for possível escolher, um dia mais fresco e com o solo húmido será quase sempre mais confortável para a planta.

Plantar não significa apenas abrir uma cova

A cova deve ser suficientemente grande para que as raízes possam ficar numa posição natural.

Se for necessário dobrá-las de forma agressiva para fazer a árvore caber, a cova provavelmente é demasiado pequena.

Depois de colocar a árvore, a terra pode ser adicionada gradualmente. No final, convém regar abundantemente.

Não apenas “um pouco”.

Uma boa rega ajuda o solo a acomodar-se em torno das raízes e elimina bolsas de ar.

No caso de árvores enxertadas, também é necessário prestar atenção ao ponto de enxertia. Enterrá-lo demasiado pode causar problemas posteriores.

Em locais expostos ao vento, um tutor pode ser útil nos primeiros tempos. Não precisa de transformar a árvore numa construção rígida; a ideia é apenas impedir que se mova excessivamente antes de as raízes se fixarem bem.

Mais fertilizante não significa uma árvore melhor

Existe uma tendência natural para querer “ajudar” uma árvore recém-plantada.

Por vezes isso significa adicionar grandes quantidades de fertilizante.

Nem sempre é uma boa ideia.

Uma árvore jovem precisa primeiro de desenvolver raízes. Uma quantidade excessiva de nutrientes, sobretudo quando não sabemos exatamente do que o solo necessita, pode provocar crescimento desequilibrado ou até prejudicar as raízes.

No início, é normalmente mais importante garantir água suficiente e boas condições no solo.

A fertilização pode ser ajustada mais tarde, de acordo com o crescimento da árvore.

Se a planta desenvolve novos rebentos, apresenta folhas saudáveis e cresce de forma regular, não é necessário tentar acelerar tudo artificialmente.

O erro mais caro pode ser escolher depressa demais

Árvores de fruto não são plantas que normalmente se substituem todos os anos.

Uma decisão feita em cinco minutos pode acompanhar o jardim durante muito tempo.

É por isso que compensa verificar alguns detalhes antes de comprar.

Qual será a altura da árvore?

Precisa de um polinizador?

Quando amadurecem os frutos?

A variedade é adequada ao clima?

Quanto espaço deve existir em redor?

Estas perguntas não são complicadas. E, na maioria dos casos, as respostas estão disponíveis antes da compra.

O problema começa quando se escolhe exclusivamente pela fotografia, pelo preço ou pelo nome conhecido da variedade.

Quantas árvores vale a pena plantar?

Depende muito mais do espaço e das necessidades da família do que de qualquer regra.

Duas ou três árvores bem escolhidas podem ser suficientes para um pequeno jardim.

Num terreno maior, é possível criar uma pequena coleção com macieiras, pereiras, ameixeiras e cerejeiras.

O importante é não exagerar na densidade.

No primeiro ano, muito espaço entre duas pequenas árvores pode parecer desperdício. Alguns anos depois, quando as copas começam a aproximar-se, a perspetiva muda completamente.

Também é preciso lembrar que alguém terá de passar entre as árvores, cortar a relva, podar ramos e colher fruta.

Um pomar deve ser bonito, mas também funcional.

Vale a pena dedicar algum tempo à escolha

Plantar uma árvore de fruto é uma das decisões mais agradáveis que se pode tomar num jardim.

Há algo de especial em acompanhar uma árvore desde os primeiros anos e, mais tarde, colher os seus frutos.

Mas precisamente porque se trata de uma planta que pode permanecer no mesmo lugar durante décadas, não faz muito sentido escolher ao acaso.

Espaço, sol, solo, variedade, porta-enxerto e polinização — nenhum destes elementos é particularmente complicado quando analisado separadamente.

Juntos, porém, decidem se a árvore será apenas uma decoração verde ou se realmente se transformará numa parte produtiva do jardim.

Por isso, antes de comprar, vale a pena dedicar alguns minutos a estas questões.

É muito menos trabalhoso escolher bem no início do que tentar corrigir uma má decisão cinco anos depois.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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