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Previsão da inflação 2026 sobe a 5,22%, mostra Boletim Focus

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Previsão da inflação 2026 pelo mercado subiu para 5,22%, quarta alta seguida; Boletim Focus também traz revisão da Selic, PIB e câmbio

O mercado financeiro elevou a estimativa para a inflação oficial em 2026 de 5,01% para 5,22%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central e reportado pela CGN. Essa foi a quarta alta consecutiva na projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A revisão mantém a projeção acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%, e ocorre no contexto de sinalizações do Banco Central sobre desaceleração gradual da atividade econômica e manutenção de pressões inflacionárias, conforme aponta a CGN com base no boletim.

Previsão da inflação 2026 e seguintes

Além da elevação para 2026, o Boletim Focus manteve a projeção da inflação para 2027 em 4,30%. Para 2028, a estimativa recuou ligeiramente de 3,80% para 3,79%, segundo a CGN.

PIB, Selic e câmbio

O mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para 2026. As expectativas para 2027 e 2028 ficaram em 1,40% e passaram de 1,81% para 1,83%, respectivamente, de acordo com o boletim citado pela CGN.

Quanto à taxa básica de juros, a projeção para a Selic ao fim de 2026 caiu de 13,50% para 13,25% ao ano. Atualmente, a Selic encontra-se em 13,75%. As estimativas para 2027 e 2028 foram mantidas em 12% e 10,5% ao ano, respectivamente.

O mercado também revisou para baixo a expectativa para o dólar: para o fim de 2026 a projeção passou de R$ 5,20 para R$ 5,15; para 2027, de R$ 5,28 para R$ 5,26; e para 2028 permaneceu em R$ 5,30, conforme o Boletim Focus registrado pela CGN.

Cenário e mensagens do Banco Central

A divulgação do boletim ocorre após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Relatório de Política Monetária (RPM). Na ata publicada em 22 de setembro, o Copom avaliou que os efeitos dos juros elevados sobre crédito e demanda estão se acumulando gradualmente, mas ressaltou que expectativas de inflação permanecem acima da meta. O RPM reduziu a projeção de crescimento para 2026 de 2% para 1,8%, reiterando a avaliação de que a inflação deve encerrar o próximo ano acima da meta, segundo a CGN.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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