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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta segunda-feira (19), o fim do processo de recuperação judicial do Grupo Americanas. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Empresarial da capital, que reconheceu o cumprimento integral das obrigações estabelecidas no plano de recuperação da companhia.
Este movimento encerra uma fase crítica que se iniciou em janeiro de 2023, logo após a revelação de irregularidades contábeis que somavam aproximadamente R$ 20 bilhões.
Com a sentença, a empresa está autorizada a retirar a expressão em recuperação judicial dos seus registros oficiais. Embora o processo principal tenha sido encerrado, a decisão ainda está sujeita a recursos por parte dos interessados.
A Americanas entrou em recuperação judicial declarando dívidas que chegavam a cerca de R$ 43 bilhões. O processo de reestruturação foi acompanhado de perto pela administração judicial e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que deram pareceres favoráveis ao término da medida.
Em fato relevante enviado ao mercado, a companhia classificou o encerramento como um marco importante na sua trajetória. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor, destacou que este momento inaugura uma nova etapa para os negócios da rede varejista.
Mesmo com o fim da recuperação judicial, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira reforçou que a decisão não extingue obrigações pendentes. Eventuais credores que se sintam prejudicados pelo descumprimento de termos do plano ainda podem buscar a execução específica das dívidas ou até mesmo requerer a falência.
A sentença esclarece que o encerramento do processo não impede que questões remanescentes entre a empresa e seus credores continuem a ser discutidas na esfera judicial, garantindo que o plano aprovado em 2024 seja respeitado conforme o pactuado.
1. A Americanas ainda está em recuperação judicial?
Não. A Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim do processo nesta segunda-feira (19), após confirmar o cumprimento das obrigações do plano.
2. O que causou a recuperação judicial da empresa?
O processo foi iniciado em janeiro de 2023, motivado pela revelação de irregularidades contábeis na ordem de cerca de R$ 20 bilhões e dívidas de cerca de R$ 43 bilhões.
3. O fim do processo significa que as dívidas foram perdoadas?
Não. O encerramento refere-se ao fim da supervisão judicial direta, mas as obrigações previstas no plano de recuperação devem continuar sendo cumpridas pela empresa.
4. Credores ainda podem cobrar a empresa?
Sim. Conforme a sentença, credores que se sentirem prejudicados por descumprimento do plano podem solicitar a execução judicial das obrigações.
5. A empresa mudará de nome?
Não haverá mudança de nome, mas a companhia deve remover a expressão em recuperação judicial de seus registros oficiais a partir de agora.