Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a decisão liminar que prorrogou o horário de votação no segundo turno exigiu a adoção de medidas extraordinárias pela Justiça Eleitoral. Segundo o magistrado, a equipe técnica precisou contornar desafios logísticos e tecnológicos para assegurar a continuidade da totalização dos votos após o horário padrão de encerramento, às 19h.
Conforme informação divulgada pela Agência Câmara, o pedido de prorrogação foi recebido pelo ministro por volta das 15h30. Na ocasião, ele buscou informações técnicas junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, prefeituras e equipes do TSE, ressaltando que, naquele momento, não existia uma norma específica que autorizasse tal extensão do horário de votação.
Para garantir a integridade do processo, a Justiça Eleitoral precisou bloquear o recebimento dos boletins de urna durante o período de prorrogação. O objetivo da medida, segundo Nunes Marques, foi impedir que integrantes do tribunal ou servidores tivessem acesso aos Resultado parciais enquanto a votação ainda ocorria em algumas seções do país.
O presidente do TSE destacou que houve uma contenção extraordinária dos dados. A preocupação central era se o sistema teria capacidade de armazenar todos os pacotes de boletins de urna de forma segura, já que a decisão judicial foi aplicada de maneira técnica e célere, mas a equipe precisou de esforço extra para que não houvesse comprometimento na apuração final.
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida visou contornar dificuldades no transporte coletivo de eleitores e foi aplicada exclusivamente às seções que ainda não haviam encerrado suas atividades às 17h, conforme detalhado no conteúdo da Agência Câmara.
Após a superação dos desafios técnicos, o TSE confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro Kassio Nunes Marques informou que, com 99,9% das urnas apuradas, o comparecimento às urnas superou a marca de mais de 128 milhões de eleitores, com uma abstenção de 19,21%, número inferior ao registrado no primeiro turno.
Além da questão da prorrogação, o presidente do TSE pontuou que o pleito deste ano apresentou um elevado grau de judicialização, com o recebimento de 2.265 processos originários.
Em relação às urnas eletrônicas, o balanço oficial indicou que das 499.248 máquinas utilizadas, apenas 1.551 precisaram ser substituídas, o que representa um índice de 0,31%. O ministro também mencionou que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanharam o processo e não identificaram qualquer interferência externa.
Por que o horário de votação foi prorrogado? A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, devido a relatos de dificuldades no transporte coletivo de eleitores.
Quais medidas foram tomadas pelo TSE após a decisão? O TSE bloqueou o recebimento dos boletins de urna para evitar acesso aos Resultado durante a prorrogação, garantindo a segurança e o armazenamento dos dados.
A apuração foi comprometida pela mudança? Não. Segundo o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, todas as medidas foram contornadas e a totalização dos votos ocorreu com segurança, cumprindo integralmente a decisão judicial.
Qual foi o índice de abstenção no segundo turno? O percentual de abstenção foi de 19,21%, apresentando um índice menor do que os 21,08% registrados no primeiro turno.
Quantas urnas precisaram ser trocadas? Foram substituídas 1.551 urnas eletrônicas, o que corresponde a 0,31% do total de 499.248 equipamentos utilizados em todo o país.