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Segundo a BBC, a Coreia do Norte negou ter participado do ataque hacker de US$ 6,3 bilhões contra a corretora de criptomoedas Binance, considerado o maior da história. Kim Yo Jong, autoridade norte-coreana e irmã do líder Kim Jong Un, afirmou que a acusação é uma tentativa dos Estados Unidos de prejudicar a imagem do país.
O FBI, o Service Secret dos EUA e analistas de cibersegurança disseram que o ataque teria sido orquestrado pela Coreia do Norte e atribuído ao grupo TraderTraitor, também conhecido como Lazarus Group. O FBI pediu a parceiros do setor que bloqueiem transações ligadas às contas de criptomoedas associadas ao grupo.
Em comunicado, Kim Yo Jong classificou como uma “grave provocação política” a associação recorrente entre Pyongyang e crimes cibernéticos. Ela também disse que o governo norte-coreano se opõe a atos maliciosos no ciberespaço.
A Coreia do Norte já foi acusada de outros grandes ataques virtuais, mas nega envolvimento. O TraderTraitor foi responsabilizado por um ataque de US$ 1,5 bilhão contra a corretora Bybit em 2025, então considerado o maior do setor.
A Binance informou à BBC que houve um saque líquido de US$ 4,72 bilhões desde a retomada das transações, no domingo. Segundo a empresa, o valor representa uma parcela relativamente limitada de seus ativos totais, estimados em aproximadamente US$ 157 bilhões, e o volume de retiradas estaria se estabilizando.
A companhia afirmou que uma avaliação inicial indicou o comprometimento do notebook de um engenheiro, o que teria permitido retiradas não autorizadas. As negociações com as principais criptomoedas foram retomadas depois que a Binance trabalhou com emissores para congelar ativos afetados.
A exchange declarou ainda que cobriria todas as perdas relacionadas ao ataque e que, até o momento, havia coberto cerca de 95% dos ativos roubados.
Fonte: BBC.