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Mais de 100 milhões de bananas são consumidas por ano no mundo. O Brasil é o terceiro maior produtor, só na fazenda das irmãs Stolfs em Guaratuba litoral paranaense são produzidas duas mil toneladas ao ano. É fácil se perder em meio a tanta bananeira são 80 hectares com 120 mil pés de banana prata plantados. A colheita ocorre o ano todo, no período de safra entre setembro e dezembro, as bananicultoras chegam a exportar 10 cargas de 11 mil e 500 toneladas da fruta por semana. Como o mercado é exigente o cacho tem que estar bonito. É aí, que o grilo entra na história, não o inseto, e sim este produtor de bananas, que há 12 anos se dedica a cuidar do bananal.
“Primeiro tem que limpar o cacho. Limpa o cacho, cuida bem do cacho, tira todas as folhas daí ensaca e na hora da colheita tem que colher” explica o produtor Nilton Pedalto, conhecido como grilo.
Cada pé deste daqui produz um cacho por ano. Por isso que é preciso todo este cuidado, para preservar a fruta. Agora tem uma curiosidade que pouca gente conhece. O pé, a banana, ela cresce em família. Elaine me explica que história é essa, porque a banana cresce em família?
“Então, quando a gente vai conduzir o bananal, a gente tem que ter este cuidado de cuidar da planta mãe, da plana filha e da planta neta que a gente chama. A planta mãe ela vai emitir diversos brotos, a gente vai escolher um, o melhor de todos para continuar o bananal.”Elaine Cristiana Stolf.
A cada 10 anos em media, a bananeira cumpre o ciclo. É derrubada, e um pé jovem é plantado no lugar. Esta parte do bananal está verde, viçosa, mas está plantação mais antiga começa a sofrer com manchas pretas e amarelas nas folhas e com fungo que atinge a base da planta. É o mal do panamá.
“Neste caso aqui, a gente tem uma planta mãe que foi colonizada por esse fungo, e ela ainda conseguiu emitir um cacho, só que é um cacho bem pequenininho. Nas folhas dela dá pra perceber que já estão mais amareladas e algumas até já caíram depois que elas foram cortadas, mas elas ficam amareladas secam e ai normalmente elas nem chegam a dar o cocho. Se elas emitem um cacho, é um cacho que não tem valor comercial” explica Elaine.
Aqui é possível perceber nitidamente como a doença destrói a planta. Este pseudocaule sadio está branquinho o outro infectado com manchas pretas e cheiro podre. Para controlar a praga Elaine e a irmã, investem na correção do solo e no uso de materiais orgânicos. Mesmo assim o fungo prospera no bananal. Mas não é só a banana prata que está ameaçada, a caturra também conhecida por banana d?água corre risco de ser extinta no futuro. Uma qualidade mais forte e devastadora do fungo já ataca plantações da Ásia e pode chegar a qualquer momento na America do Sul. Então produtor de banana, cuidado na hora de comprar mudas.
“A principal atividade de um produtor, é trabalhar com a responsabilidade técnica de um engenheiro agrônomo, um profissional da agronomia, mas principalmente evitar a compra do material propagativo. Mudas de origens desconhecidas, sempre que comprar material propagativo buscar nota fiscal, termo de conformidade e toda a parte que é segurar a sanidade desse material que ele está comprando e introduzindo dentro da sua propriedade” ressalta Marcílio Araújo, Gerente Sanidade Vegetal Adapar.
O produtor que suspeitar de doenças na plantação pode contar com a ajuda da ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Estado), os técnicos vão até o local para colher amostras, que são levadas ao laboratório para análise, onde são identificados os tipos de pragas. Informações (41) 3313-4000.