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Após quase um mês, entenda hipóteses sobre desaparecimento de irmãos no MA

Após quase um mês, entenda hipóteses sobre desaparecimento de irmãos no MA

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As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal (MA), seguem em paralelo às investigações policiais. O desaparecimento completa 26 dias, nesta quinta-feira (29).

Em meio à divulgação de notícias falsas nas redes sociais, nesta quarta-feira (28), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que todas as informações são verificadas e analisadas com rigor técnico, com apoio da Perícia Oficial, para localizar as crianças e esclarecer os fatos.

O secretário explicou que a principal linha de investigação continua sendo a de que os irmãos se perderam na mata, embora até o momento não tenham sido encontrados sinais deles, nem mesmo roupas ou objetos pessoais. Segundo o secretário, nenhuma hipótese foi descartada e todas continuam sendo apuradas. “Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”, escreveu Maurício Martins nas redes sociais.

Segundo a SSP-MA (Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão), a apuração passou a adotar medidas mais específicas, sob a coordenação da Polícia Civil. Os trabalhos são realizados por uma comissão especial formada por delegados da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal.

Na última semana, a Secretaria informou que toda a área de mata indicada durante a investigação foi minuciosamente vasculhada, assim como trechos do rio Mearim, sem que fossem encontrados vestígios que indicassem o paradeiro das crianças. As equipes também utilizaram equipamentos de imagem em 3D, além de buscas aquáticas e subaquáticas. Segundo a SSP-MA, os trabalhos tiveram início no primeiro dia do desaparecimento e foram reforçados de forma contínua.

No Rio Mearim, foram percorridos 19 quilômetros, sendo cinco deles com o uso de side scan sonar, tecnologia capaz de mapear o fundo do rio mesmo em águas turvas. Desde o início do desaparecimento, uma força-tarefa com mais de 500 pessoas foi mobilizada para as buscas.

O caso também foi alvo de informações falsas que mobilizaram equipes policiais. Uma delas apontava que Ágatha e Allan teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, em São Paulo, no último sábado (24). A Polícia Civil paulista descartou a denúncia após checagem conjunta com a polícia do Maranhão.

Com as buscas de campo encerradas nas áreas prioritárias, a investigação agora concentra esforços em apurar todas as linhas possíveis, mantendo a esperança de localizar os irmãos com vida.

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