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As aulas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, foram retomadas nesta quarta-feira (14) depois que o local passou por revitalização dos ambientes após um homem invadir a unidade e fazer 13 crianças reféns na última sexta-feira (9). O suspeito foi morto pela polícia e as crianças foram resgatadas em segurança.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, equipes da Secretaria Municipal da Educação (SME) promoveram limpeza, pintura e substituição de mobiliários seguindo orientações de psicólogos, com o objetivo de minimizar traumas para os alunos. Quatro crianças chegaram a ser encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e já receberam alta.
Denise Luciane Lipinski Rutkoski, chefe do Núcleo da Educação de Santa Felicidade, afirmou: “Na quarta-feira o CMEI estará adequadamente preparado para recebermos as crianças, com novo visual e uma nova organização”. A prefeitura também disponibilizou equipes para prestar assistência psicológica às crianças, familiares e profissionais da unidade.
Em reunião de emergência na terça-feira (13) convocada pelo prefeito Eduardo Pimentel com as Secretaria de Educação e Defesa Social, foram definidas medidas de segurança para o entorno do CMEI São Braz e para outras Unidade.
Rafael Ferreira Vianna, Secretaria de Defesa Social de Curitiba, disse: "Muro, cerca, controle de acesso, portas nas escolas, o entorno… São várias questões técnicas de segurança que vão ser revisitadas". A administração também anunciou que, a partir do ano que vem, todos os Centros Municipais de Educação Infantil receberão botões de pânico. Além disso, as CMEIs terão câmeras integradas à Muralha Digital para permitir acompanhamento pela Guarda Municipal.
De acordo com as forças de segurança, o homem entrou armado com uma faca no CMEI São Braz, chegou a jogar combustível no local e ameaçava atear fogo na sala. A polícia tentou negociar com o suspeito por cerca de três horas, sem sucesso, e o homem foi morto pelas forças policiais. As 13 crianças foram liberadas sem ferimentos graves.
O g1 informou que não divulgará o nome do autor do ataque, citando recomendações de especialistas sobre a visibilidade de agressores.
Fontes: Prefeitura de Curitiba; Secretaria Municipal da Educação; relato de autoridades de segurança divulgado pelo G1.