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O caminhoneiro Marcos Andrade da Costa, de 50 anos, morador de Foz do Iguaçu, vive dias de apreensão em Cutral Có, na Argentina. Ele transportava uma carga de 25 toneladas de ração de peixe quando foi surpreendido pelo fechamento das rodovias.
O profissional faz parte de um grupo de centenas de motoristas retidos devido às condições climáticas severas. A situação exige paciência e resiliência, já que o bloqueio impede o acesso ao Chile, destino final de sua carga vinda de São Paulo.
Conforme informações divulgadas pelo portal g1, a interdição dos passos de Pino Hachado e Los Libertadores tornou a rotina dos profissionais um desafio logístico e pessoal, marcado pela espera prolongada e pela falta de previsão para a retomada da viagem.
Marcos Andrade da Costa descreve o cenário como um desafio constante. Ele ressalta que, embora esteja em um ponto com acesso a mercados e infraestrutura básica, a preocupação maior é com outros colegas que estão em locais isolados e sem banheiros.
O caminhoneiro afirma que, mesmo com a estrutura disponível, a incerteza sobre o tempo de espera gera desgaste. A expectativa entre os motoristas é que a travessia permaneça fechada por mais alguns dias, dependendo da retirada da neve na pista.
A situação é ainda mais crítica para outros profissionais. Fernando Schillreff, também de Foz do Iguaçu, está há cerca de 20 dias parado em Mendoza, na Argentina. Ele relata que o local abriga cerca de 400 caminhões de diversas nacionalidades.
Fernando comentou que a previsão atual aponta para uma possível janela de liberação na próxima segunda-feira, caso o tempo permaneça ensolarado. Enquanto isso, o grupo aguarda ansiosamente pela normalização do tráfego na região andina.
Do lado chileno, em Los Andes, o caminhoneiro Paulo Sutil, de Santa Terezinha de Itaipu, relata que está na região desde o dia 11 de julho. Ele destaca que a empresa disponibilizou um pátio com estrutura mínima para os condutores.
Para sobreviver ao período de espera, os profissionais recorrem ao improviso. Eles compram alimentos em mercados próximos e cozinham dentro das cabines dos caminhões, buscando manter a dignidade enquanto aguardam a reabertura das vias.
Este não é um evento isolado para os caminhoneiros paranaenses. Em julho de 2025, dezenas de motoristas enfrentaram problemas semelhantes no Paso de Jama, onde a interdição por acúmulo de neve durou mais de uma semana.
Naquela ocasião, os relatos apontavam dificuldades extremas para obter água, comida e locais de descanso. A liberação só ocorreu após a limpeza completa da rodovia e a garantia de condições seguras para o tráfego de veículos pesados.
Por que os caminhoneiros estão parados na Argentina e no Chile? Eles estão retidos devido ao fechamento dos passos de Pino Hachado e Los Libertadores, causado por fortes nevascas que impossibilitam a passagem segura.
Quanto tempo os motoristas estão esperando? O tempo varia conforme o local. Alguns, como Marcos Andrade, estão há sete dias, enquanto outros, como Fernando Schillreff, aguardam há cerca de 20 dias pela reabertura.
Existe previsão para a reabertura das estradas? Não há uma data exata confirmada. A liberação depende das condições climáticas e da eficácia das equipes em retirar a neve acumulada nas rodovias da Cordilheira dos Andes.
Como os caminhoneiros se alimentam durante o bloqueio? Muitos dependem de mercados próximos ou improvisam cozinhas dentro dos próprios caminhões, utilizando pátios disponibilizados pelas empresas ou pontos de apoio locais.
O bloqueio é frequente nesta época do ano? Sim, o fechamento de passagens na Cordilheira dos Andes por causa de neve e condições climáticas extremas é um risco recorrente para quem realiza o transporte internacional de cargas entre Brasil, Argentina e Chile.