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O caso, que envolve a idosa Marilda da Silva, gerou grande repercussão após a família relatar que a cirurgia deveria ter sido feita no joelho esquerdo, mas foi executada no direito. O procedimento ocorreu no dia 30 de setembro, segundo Banda B do veículo Banda B.
A família da paciente afirma que a idosa havia passado por diversos exames e avaliações prévias para a operação no joelho esquerdo. Contudo, após o término da cirurgia, foram informados que o médico teria optado pela troca do membro durante o ato cirúrgico.
A situação agora é objeto de investigação tanto pela própria unidade hospitalar quanto pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), que instaurou um processo de sindicância, conforme informação divulgada pelo Banda B.
Em nota oficial, o Hospital Cruz Vermelha informou que iniciou imediatamente uma apuração interna para analisar os registros assistenciais e as condutas adotadas. A instituição destacou que mantém contato com os familiares da paciente.
O hospital comunicou que, devido à interrupção da relação médico-paciente com o profissional responsável, está programando o acompanhamento de Marilda da Silva por outro ortopedista do corpo clínico. O objetivo é garantir a continuidade do tratamento, incluindo a futura fisioterapia.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) confirmou a abertura de um processo de sindicância para apurar o ocorrido. O órgão ressaltou que, conforme a Resolução CFM nº 2.306/2022, o procedimento tramita sob sigilo processual.
O conselho esclareceu que, caso seja comprovada uma conduta que viole as normas éticas da profissão, as sanções podem variar desde uma advertência confidencial até a cassação do exercício profissional, dependendo da gravidade e do grau de culpa.
A filha da paciente, Sabrina da Silva Guerreiro, questionou a ausência de uma marcação pré-operatória no joelho que deveria ser operado. Segundo o relato, o médico teria alegado que a paciente pediu a mudança enquanto estava sob sedação, o que foi contestado pela idosa.
A família afirmou que a idosa ficou emocionalmente abalada e que, atualmente, ambos os joelhos apresentam problemas, já que o joelho esquerdo, que motivou a internação, permanece sem o devido tratamento cirúrgico solicitado inicialmente.
O que o hospital disse sobre o erro? O Hospital Cruz Vermelha informou que abriu uma apuração interna para analisar os registros e as condutas, mantendo o suporte à paciente e trocando o médico responsável pelo acompanhamento.
O CRM-PR está investigando o caso? Sim, o conselho instaurou um processo de sindicância para apurar se houve violação das regras éticas da medicina durante o procedimento cirúrgico.
Quais são as possíveis punições para o médico? Se comprovada a infração ética, as sanções previstas incluem advertência confidencial ou até a cassação do exercício profissional, conforme a gravidade do caso.
A paciente solicitou a troca de joelho durante a cirurgia? A família afirma que a paciente não se lembra de ter feito tal pedido, apesar de o médico ter justificado a mudança alegando uma solicitação da idosa enquanto ela estava sedada.
O processo de investigação é público? Não, o CRM-PR informou que as sindicâncias e Processo éticos tramitam sob sigilo, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório para as partes envolvidas.