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Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na trave no Mundial de Ginástica de Roterdã, em 25 de outubro de 2026, e celebrou a primeira colocação no aparelho em um Campeonatos Mundial ou Jogos Olímpicos após cerca de dez anos de tentativas, segundo a Agência Estado.
A vitória colocou a carioca atrás apenas de Kaylia Nemour, que ficou com o ouro, e de Zhang Qinqyng, que levou a prata. A ginasta disse ter sentido que aquela seria sua noite e dedicou o resultado à própria versão de 2016.
Ao comentar o bronze, Flávia afirmou: “Esta conquista foi especial, porque nunca havia antes ganho uma medalha na trave, e já são dez anos tentando, praticamente. Portanto, conseguir isso me deixa muito feliz”, conforme registro da Agência Estado. Em outra fala citada pela reportagem, ela disse: “Senti que hoje era o dia. Eu tinha que brilhar hoje. Tava sentindo isso no meu coração”.
Ela também dedicou o pódio: “Isso é pra Flavinha, pequenininha, de 2016, que ficou em quinto lugar na Olimpíada, por 0.10”, disse a ginasta, segundo a Agência Estado.
Antes do pódio em Roterdã, Flávia havia sido finalista na trave nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e de Tóquio2021 e nas finais dos Mundiais de Stuttgart-2019 e Jacarta-2025, sem terminar entre as três primeiras colocadas, segundo a Agência Estado. Com o bronze na trave, ela chegou à terceira medalha em Campeonatos Mundiais, depois da prata por equipes e do bronze no solo em Antuérpia-2023.
O treinador Francisco Porath Neto afirmou que a atleta se superou e destacou a necessidade de arriscar para conquistar a medalha: “Já faz anos que ela luta por isso, sempre está nas finais. Falei pra ela ter coragem. E foi lindo demais. Ela merece tudo isso”, declarou, conforme informação da Agência Estado.
Porath Neto também observou que as notas na classificatória estavam altas e que muitas competidoras estavam próximas, e concluiu que agora é momento de “curtir a medalha, voltar para casa e descansar. E depois retomar o trabalho, para conquistarmos outras”, segundo a Agência Estado.