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Israel se aproxima de uma eleição geral que a reportagem de Lucy Williamson para a BBC descreve como decisiva, em um país marcado por profundas divisões após três anos de guerra regional. Pesquisas publicadas antes do pleito apontavam um empate técnico entre a coalizão do governo e o principal bloco de oposição. Segundo a BBC, cerca de meio milhão de eleitores votarão pela primeira vez e aproximadamente 70 mil israelenses teriam vindo do exterior especificamente para participar da votação.
O confronto central é entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-chefe do Estado‑Maior Gadi Eisenkot, que lidera o partido centrista Yashar. A reportagem descreve Eisenkot como uma figura relativamente nova na política, com Images de "não-político" e origem de classe trabalhadora de família marroquina; sua postura calma e discreta tem atraído eleitores de oposição. A BBC relata que Eisenkot perdeu um filho durante a Guerra em Gaza.
Netanyahu tem concentrado sua campanha na mensagem de segurança nacional, com o slogan “No Surrender”. A matéria também registra episódios de apoio e mobilização em favor do primeiro-ministro, bem como manifestações massivas em Tel Aviv pedindo mudança de governo.
Segurança e o futuro da democracia aparecem como linhas de divisão entre eleitores. Um levantamento citado na reportagem indica que mais de 70% dos judeus israelenses apoiariam uma comissão de inquérito.
Eisenkot também prometeu aplicar decisões judiciais relativas ao recrutamento de jovens ultraortodoxos ao serviço militar, medida com apelo em diferentes campos políticos.
A reportagem identifica uma forte influência dos eleitores jovens: uma pesquisa mencionada pela BBC apontou que mais de 16% dos eleitores de primeira viagem estariam inclinados a apoiar partidos de extrema‑direita. Figuras como Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich são citadas na matéria como representantes desse espectro; Ben Gvir aparece como ministro de Segurança Nacional e Smotrich como ministro das Finanças na cobertura.
O texto também destaca que cerca de um quinto da população de Israel é árabe, e que as projeções eleitorais mostravam a possibilidade de nenhum bloco conseguir maioria sem apoio de partidos árabes, o que tornaria esses partidos potenciais formadores de coalizão. A matéria observa que a maior parte dos partidos de oposição judaica rejeitou, até então, trabalhar com os dois blocos de partidos árabes.
A BBC relata relatos pessoais de moradores de áreas atacadas em 7 de outubro, incluindo o kibutz Nir Oz, onde a cobertura registra que 47 pessoas foram mortas e 76 foram feitas reféns naquele ataque. Entre as vozes recolhidas pela reportagem há eleitores que afirmam desejar mudança de governo e outros que se tornaram mais favoráveis a posições mais duras em relação aos palestinos após os ataques.
Segundo a BBC, esse cenário deixa aberta a possibilidade de novos desafios tanto para a democracia quanto para a segurança do país.
Fonte: Lucy Williamson, BBC (reportagem citada).