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A viticultura brasileira vive um momento de transformação, impulsionada pela união entre tradição familiar e o suporte estratégico do cooperativismo. Milhares de quilômetros separam a Serra Gaúcha do Vale do São Francisco, mas o objetivo de crescer no campo é o mesmo.
Com o apoio do Plano Safra, agricultores dessas regiões estão conseguindo investir em infraestrutura, modernizar seus parreirais e assegurar que as próximas gerações continuem a cuidar das terras da família com mais eficiência.
Conforme informações divulgadas pela Cresol, o acesso a linhas de crédito específicas para o setor tem sido o diferencial para transformar pequenos cultivos em empreendimentos rurais de alta qualidade e rentabilidade.
O ano de 2025 trouxe números positivos para o setor vitivinícola, refletindo o esforço conjunto de produtores e políticas públicas de fomento. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, a colheita nacional atingiu 2,2 milhões de toneladas.
Esse resultado representa um crescimento de 19,1% em comparação ao ciclo anterior. A produtividade média nacional chegou a 25.194 kg/ha, um patamar que demonstra a força da fruticultura brasileira, que investe cada vez mais em tecnologia de precisão.
No Nordeste, o cenário é de alta tecnologia e exportação. O Vale do São Francisco, polo entre Pernambuco e Bahia, é o grande responsável por cerca de 95% das uvas de mesa exportadas pelo Brasil, segundo dados de inteligência de mercado coletados pela Cepea/USP.
O agricultor Ivan de Macedo Alves, de Petrolina, exemplifica esse avanço. Com o apoio do Plano Safra via Cresol, ele ampliou sua área de meio hectare para sete hectares. A estrutura montada inclui um packing house, que garante maior qualidade ao fruto para o mercado.
No Sul do país, o foco é a continuidade do legado. Em Nova Roma do Sul, a família de Márcio e Adriane Sundstron utiliza o Plano Safra para diversificar a renda com uvas como Niárbara e Bordeaux, além de citros, otimizando o trabalho diário com novos equipamentos.
A mecanização, com tratores e pulverizadores, permitiu que a família aumentasse a produtividade mesmo com pouca mão de obra. O sucesso do negócio, acompanhado pela Cresol, serve de estímulo para que o filho do casal planeje seguir na agricultura, mantendo a sucessão familiar viva.
O cooperativismo atua como um facilitador indispensável, desburocratizando o acesso ao Plano Safra. Para muitos produtores, a parceria com cooperativas como a Cresol foi o ponto de virada para conseguir os recursos necessários para custeio e investimento em modernização.
Ao investir em novas cultivares e estruturas, o produtor não apenas aumenta a quantidade colhida, mas eleva o padrão de qualidade do produto final. Isso fortalece toda a cadeia produtiva, gerando renda e desenvolvimento sustentável para as comunidades rurais brasileiras.
1. Como o Plano Safra ajuda na produção de uvas?
O Plano Safra oferece linhas de crédito para custeio, investimento e modernização, permitindo que produtores comprem maquinários e melhorem a infraestrutura das propriedades.
2. Qual a importância do Vale do São Francisco para a viticultura?
A região é o principal polo exportador de uvas de mesa do Brasil, responsável por cerca de 95% das exportações, devido ao clima semiárido e ao uso intensivo de irrigação.
3. Como o cooperativismo auxilia o agricultor?
Cooperativas facilitam o acesso ao crédito rural, oferecem acompanhamento técnico e dão suporte financeiro em etapas cruciais, como a compra de equipamentos e o planejamento de investimentos.
4. Por que a sucessão familiar é importante no campo?
A sucessão familiar garante que o conhecimento acumulado por gerações seja preservado, mantendo a tradição agrícola e gerando desenvolvimento econômico contínuo no meio rural.
5. O que impulsionou o crescimento da produção de uvas em 2025?
O crescimento foi impulsionado pela estabilidade climática, pelo investimento em novas cultivares e pelo uso de tecnologias de precisão, que elevaram a produtividade média nacional.