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O Paraná já se consolidou como um dos principais produtores de leite do país e, cada vez mais, ganha espaço quando o assunto é queijo de qualidade. A prova está na abertura das inscrições para a 3ª edição do Prêmio Queijos do Paraná, iniciativa que busca reconhecer produtores, incentivar a melhoria da produção e dar visibilidade às queijarias do Estado.
Neste ano, a premiação chega com uma novidade: a criação do Concurso Queijo Colonial do Paraná, voltado exclusivamente a um dos produtos mais tradicionais da gastronomia paranaense.
Enquanto novos concorrentes se preparam para disputar medalhas em 2027, quem passa pela sede do Sistema FAEP, em Curitiba, pode conferir uma mostra com alguns dos destaques da edição anterior. A exposição vai até o dia 3 de julho e reúne queijos premiados nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Super Ouro, revelando a diversidade de estilos, técnicas e sabores produzidos em diferentes regiões do Estado. Conheça cinco deles:
Prêmio em 2025: Medalha Super Ouro
Origem: Palotina (Oeste do Paraná)
Inspirado no parmesão italiano, o Pérola Negra de São Camilo leva um ano inteiro para atingir o ponto ideal de maturação. O resultado é um queijo de massa dura, com sabores cítricos e frutados, umami marcante e leve picância. Produzido pela Granja Santo Expedito, tornou-se um fenômeno comercial depois de conquistar a medalha Super Ouro: toda a produção disponível foi vendida em apenas cinco dias.
Prêmio em 2025: Medalha Super Ouro
Origem: Cantagalo (Centro-Sul)
Produzido pela Tia Nena Produtos Coloniais, o Aroma do Campo nasceu da inspiração trazida de uma viagem técnica à França. O queijo colonial combina sabor delicado, aroma frutado e textura macia, características que lhe renderam um lugar entre os melhores do Paraná. A própria produtora recomenda servi-lo em tábuas de frios ou acompanhado de um vinho branco suave.

Prêmio em 2025: Medalha Ouro
Origem: Diamante d’Oeste (Oeste)
Com origem nos Alpes franceses, o Abondance ganhou uma versão paranaense pelas mãos da queijaria Produtos Elis. O queijo apresenta aroma lácteo delicado, notas amanteigadas e textura firme, mas cremosa. A receita foi adaptada ao gosto brasileiro por meio do projeto Queijos Finos, desenvolvido pelo Biopark, mostrando como tradição europeia e inovação regional podem caminhar juntas.
Prêmio em 2025: Medalha Prata
Origem: Marmeleiro (Sudoeste)
Feito exclusivamente com leite de vacas da raça Jersey, o Parmesão Venetto passa por 360 dias de maturação antes de chegar ao consumidor. O longo período de cura garante textura crocante, cristais característicos e sabor intenso, com leve toque picante. É um queijo pensado para degustação, harmonizando especialmente com geleias e vinhos.

Prêmio em 2025: Medalha Bronze
Origem: Toledo (Oeste)
Entre os premiados, talvez seja o mais diferente. Criado pela queijaria Vila Belli, o Bellagio recebe um delicado toque natural de erva-cidreira, ingrediente escolhido para transmitir as lembranças da infância da produtora e a tranquilidade da vida no campo. O resultado é um queijo leve, refrescante e autoral, que demonstra como criatividade e identidade regional também têm espaço na produção paranaense.
Com mais de 300 estabelecimentos produtores de queijo e uma cadeia leiteira entre as maiores do país, o Paraná vem ampliando o reconhecimento nacional de seus produtos. A nova edição do Prêmio Queijos do Paraná pretende justamente impulsionar esse movimento, valorizando produtores que unem tradição, técnica e inovação para transformar o leite em queijos cada vez mais premiados.
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