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Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7
A resistência ucraniana adotou uma tática semelhante ao “golpe do amor” para combater as forças russas de ocupação. Redes clandestinas de inteligência utilizam “armadilhas amorosas” (conhecidas como catfishing) para extrair informações estratégicas e coordenadas de alvos inimigos. As informações são da revista americana The Atlantic.
Usando aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, agentes ucranianos criam perfis falsos para seduzir soldados russos, transformando conversas casuais em operações que culminam em ataques de drones contra quartéis e centros logísticos.
A revista destaca o caso envolvendo um comandante checheno chamado Achmad, que durante meses acreditou estar em um relacionamento virtual com uma dona de casa de 35 anos. Na realidade, ele falava com uma oficial de inteligência chamada Serhiy, uma “especialista em flertar” que conseguiu obter uma fotografia do quartel, revelando a posição exata da unidade.
De acordo com líderes da resistência, os soldados chechenos são frequentemente alvos dessa tática por serem considerados mais propensos a buscar “relacionamentos reais”, sendo mais fáceis de manipular do que os soldados russos nativos, que costumam ser mais diretos, buscando uma relação sexual imediata.
Essa modalidade de espionagem tornou-se tão profissional que há relatos de que a Academia Nacional do Serviço de Segurança da Ucrânia treina alunos para cultivar esses contatos, com notas máximas para quem entrega coordenadas reais de alvos.
Atualmente, o tempo entre a obtenção de uma coordenada via catfishing e o ataque efetivo pode variar de apenas 15 minutos a algumas horas, permitindo que drones atinjam os alvos enquanto eles ainda estão em comunicação com os perfis falsos.
A repressão russa transformou as áreas ocupadas em uma máquina de vigilância. Em cidades como Mariupol, câmeras de alta resolução rastreiam movimentos e estima-se que quase metade da população adulta já tenha sido submetida ao polígrafo pelo serviço de segurança russo. Expressar apoio à Ucrânia ou até mesmo carregar as cores azul e amarela pode levar o cidadão ao “porão”, um eufemismo para as câmaras de tortura.
Para sobreviver, a resistência precisa driblar as contramedidas eletrônicas sofisticadas da Rússia, que incluem o aplicativo espião “Druge” (Amigo), pré-instalado em telefones vendidos nos territórios ocupados para monitorar comunicações e localização. Agentes utilizam agora telefones “limpos” contrabandeados ou entregues por drones, utilizando pontos de acesso Wi-Fi para enviar mensagens criptografadas sem serem detectados pelas torres de celular russas, segundo a The Atlantic.
O objetivo final de todas essas operações, além da destruição física de centros de comando e logística, é a guerra psicológica. Agentes ouvidos pela publicação americana desejam que cada soldado russo carregue uma paranoia sufocante e implacável, vendo em cada pedestre comum, médico ou motorista de ônibus a sua própria destruição potencial. A resistência envia um recado ao invasor russo: cada interação cotidiana, inclusive um flerte online, pode ser o início de um ataque mortal.
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Fonte do Artigo
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