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A Rússia libertou o cidadão American Stephen Hubbard, de 74 anos, enquanto o President Vladimir Putin recebia o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em São Petersburg, informou a BBC em 21 de outubro de 2026. Putin disse, durante o encontro, que Hubbard foi levado ao aeroporto de Pulkovo.
O President norte-americano Donald Trump afirmou nas redes sociais que Hubbard "estava a caminho de casa" e que não foi necessária uma troca de prisioneiros; segundo Trump, a libertação ocorreu após um pedido que ele disse ter feito diretamente a Putin na semana anterior, informou a BBC.
Hubbard havia sido condenado em 2024 a quase sete anos em uma colônia penal, acusado de ter servido em uma unidade de defesa em Izyum, na Ucrânia, quando foi capturado por forças russas pouco depois do início da invasão russa em 2022, informou a BBC. O Departamento de Estado dos EUA já classificara Hubbard como “detido injustamente”.
O encontro em São Petersburg reuniu Putin e o empresário Steve Witkoff, enviado por Trump. Segundo a cobertura da BBC, Witkoff elogiou Putin pela libertação e pediu que a Rússia considerasse retomar negociações de paz trilaterais com a Ucrânia. Witkoff também agradeceu a Putin por um acordo recente para importar combustível diesel russo, que Putin disse que teria a primeira remessa saindo da Rússia "em dois a três dias", conforme noticiou a agência estatal TASS e foi citado pela BBC.
A BBC reportou que a liberação foi mencionada nas redes por Trump, que defendeu ainda sua decisão recente de suspender sanções contra a Rússia, argumentando que se as sanções tivessem sido impostas as negociações pela libertação de Hubbard “teriam parado”. A reportagem citou também que a rede CBS News havia informado que Hubbard estava em condições de saúde precárias e que poderia ser levado ao Texas para tratamento.
Segundo a BBC, as negociações e o acordo sobre diesel provocaram forte reação em Kiev, e houve acusações de que Washington teria interrompido o repasse de inteligência a respeito de ataques russos — acusação que o governo American rejeitou como "escandalosa". A cobertura indica que, após conversas em Oslo, o President ucraniano disse que o compartilhamento de inteligência havia sido retomado.