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Seis corpos aguardam sepultamento em Foz do Iguaçu devido à falta de vagas nos Cemitério públicos, informou a prefeitura e a empresa que administra os Cemitério à reportagem.
De acordo com a Camis, concessionária responsável pela administração, manutenção e operação dos cinco Cemitério públicos da cidade, cinco dos corpos estão em câmaras frias do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e um está sob responsabilidade da Polícia Científica. A empresa afirmou que os cinco corpos mantidos no hospital são de pessoas não identificadas e esperam a liberação de espaço para sepultamento.
A Camis relatou que, nos últimos dois meses, abriu 10 jazigos gratuitos no Cemitério Municipal Parque Nacional para tentar liberar vagas, mas apenas um corpo pôde ser exumado; nos outros nove jazigos os corpos estavam íntegros e as vagas não puderam ser liberadas. A empresa informou ainda que pretende liberar cerca de 14 jazigos em setembro, sem detalhar datas.
Segundo a concessionária, a média histórica de sepultamentos gratuitos em Foz do Iguaçu é de cerca de 24 por mês; nos primeiros oito meses de 2026 a média foi de aproximadamente 19,4 por mês.
A prefeitura abriu um processo administrativo contra a Camis após alertas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre possíveis descumprimentos do edital de concessão e do Contratos. A decisão foi tomada pelo prefeito Joaquim Silva e Luna (PL), segundo G1 no Diário Oficial. A empresa recebeu prazo de cinco dias para apresentar defesa à Diretoria de Licitações e Contratos; depois a secretaria deve analisar os argumentos e elaborar relatório técnico sobre eventual aplicação de penalidades.
A falta de vagas também tramita na Justiça em ação movida pela própria Camis contra o município. Em 25 de agosto a empresa informou ao processo que não havia mais vagas gratuitas disponíveis e relatou a existência de corpos aguardando sepultamento em câmaras frias. Em decisão mencionada pela ação, o juiz Rogério de Vidal Cunha, do 3º Juizado Especial da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu, determinou que a prefeitura apresente, em cinco dias, um Plano de Ação Emergencial para os próximos 30 dias, citando a gravidade do esgotamento dos espaços e o caráter urgente da situação diante do possível risco sanitário.
Em nota, a Camis afirmou que comunicou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o gabinete do prefeito sobre a falta de vagas e classificou como "falaciosa" a acusação de descumprimento contratual. A empresa disse que cumpre as exigências do Contratos e que as exumações em curso são tentativa de liberar espaços. A Camis também afirmou possuir Licença de Instalação (LI) do Instituto Água e Terra (IAT) para ampliar o Cemitério Jardim São Paulo, mas declarou que novos investimentos e a execução da obra dependem da renovação do Contratos de concessão firmado em 2008.
Não há, nas informações publicadas, data prevista para a liberação das vagas que a prefeitura afirmou ter identificado nem decisão final sobre o processo administrativo aberto contra a concessionária.