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Recentemente, um caso ocorrido em Pitanga, na região central do estado, trouxe à tona a importância de conhecer o sinal universal de socorro. Uma mulher, após ter a casa invadida pelo ex-companheiro, conseguiu utilizar o gesto para alertar testemunhas enquanto era obrigada a sair do local.
O episódio, que teve grande repercussão, reforça como a mobilização popular pode ser decisiva em momentos de crise. Conforme informações divulgadas pelo portal g1, as testemunhas compreenderam o pedido silencioso e intervieram, garantindo que a vítima chegasse a um local seguro.
O sinal é simples, porém muito eficaz, pois foi desenhado para ser feito sem chamar a atenção do agressor. Para realizá-lo, a vítima deve virar a palma da mão para a frente, dobrar o polegar para dentro e, em seguida, fechar os outros quatro dedos sobre ele, mantendo o movimento visível.
Essa forma de comunicação foi criada no Canadá, em abril de 2020, por uma agência de publicidade de Toronto. A campanha surgiu durante o confinamento da pandemia de covid-19, período em que os índices de violência doméstica cresceram, visando oferecer uma alternativa segura de denúncia.
Ao se deparar com alguém realizando o sinal universal de socorro, a prioridade absoluta deve ser a segurança de todos. Se for possível agir de forma discreta, tente se aproximar da vítima como se fosse um conhecido, levando-a para um local público, como uma farmácia ou loja, antes de chamar a polícia.
Caso a aproximação represente um risco, a orientação das autoridades é não intervir diretamente no conflito. Nesse cenário, o mais indicado é ligar imediatamente para o 190, o número da Polícia Militar, informando o ocorrido e a localização exata para que uma viatura possa ser enviada ao local.
Nem todas as situações exigem uma intervenção policial imediata, mas o apoio precisa ser garantido. Para denúncias que não configuram flagrante, existem canais especializados que oferecem suporte e orientação, como o Disque-Denúncia pelo número 181 ou o telefone 197 da Polícia Civil.
Outro recurso essencial é a Central de Atendimento à Mulher, que atende pelo número 180. Esses serviços são fundamentais para que as vítimas recebam o devido acompanhamento, garantindo que o ciclo de violência seja rompido com o suporte necessário dos órgãos de proteção social.
Após a intervenção das testemunhas, o agressor foi detido em flagrante pela Polícia Militar. No entanto, em audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória ao homem, impondo medidas cautelares diversas da prisão, como o comparecimento mensal em juízo.
O Ministério Público informou que, no momento, não há medida protetiva de urgência em vigor, pois a vítima manifestou que não tinha interesse na restrição de aproximação. O caso segue em sigilo pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que não comenta decisões individuais de magistrados.
1. O que devo fazer se vir alguém fazendo o sinal? A recomendação principal é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou, se for seguro, levar a vítima a um local público e movimentado.
2. Como o gesto foi criado? Ele foi desenvolvido no Canadá em 2020 por uma agência de publicidade para ajudar vítimas de violência doméstica durante o isolamento social.
3. O sinal atrai a atenção do agressor? Ele foi desenhado justamente para ser discreto, permitindo que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba o movimento das mãos.
4. Posso ligar para outros números além do 190? Sim, você pode utilizar o 180 para a Central de Atendimento à Mulher ou o 181 para o Disque-Denúncia em casos de violência doméstica.
5. O sinal funciona em qualquer lugar? Sim, por ser um gesto universal, ele pode ser reconhecido em diversos contextos, desde que a pessoa que o vê esteja atenta ao significado da mão fechada com o polegar para dentro.