Celso Amorim: IA sob controle de poucas empresas piora desigualdades

“É o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.”  

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Segundo ele, diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória, “derivada do voto do povo”.

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A ameaça às democracias representadas pelas big techs é tema de debates em todo o mundo, devido, entre outros motivos, à capacidade das redes socais de direcionarem o debate público, disseminarem notícias falsas em massa e impactarem o mercado de trabalho.

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Amorim participa, em Portugal, da Conferência de Segurança Internacional do Forte que reúne autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul. O encontro é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil em cooperação com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.

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Amorim acrescentou que, um país como o Brasil, precisa estar “plenamente consciente” da importância e das implicações dos dados na economia digital e defendeu, por exemplo, a proteção aos dados do banco do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Regulação das big techs

O embaixador Amorim defendeu a regulação das plataformas digitais para alcançar um desenvolvimento tecnológico direcionado para “bens comuns”, como diminuição da pobreza, proteção do meio ambiente e garantia dos direitos humanos.

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“Viver em um mundo em que há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome simplesmente não é aceitável.”

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IA como arma de guerra

O assessor presidencial ainda alertou para o risco do uso dessa tecnologia nas guerras em curso. 

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“O desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal fica cada vez mais impessoal, sem risco iminente ao operador. O sentimento de culpa perante a morte e a destruição desaparece.”

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Ao citar o uso das tecnologias nas guerras no Oriente Médio, ele acrescentou que o Brasil deve “investir na defesa” para “garantir nossa capacidade de dissuasão”.

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Fonte: Agência Brasil

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Fonte do Artigo See more: The Global Track

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Corinthia Mes

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