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As duas principais universidades estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de 50 instituições federais de ensino superior, vivem paralisações de diferentes categorias. Aulas e serviços essenciais — como o acesso aos bandejões — já são afetados em diversos campi. Juntas, essas instituições reúnem mais de 915 mil universitários, quase metade de todo o ensino superior público brasileiro.
O caso mais recente é o da Universidade de São Paulo (USP). Na última terça-feira, os técnicos decidiram entrar em greve após o Conselho Universitário criar um bônus de R$ 4,5 mil para professores que assumirem projetos considerados estratégicos, como a oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão.
A categoria classificou a decisão como “a gota d’água que fez transbordar o balde de indignações pela desvalorização” e aprovou a paralisação. Entre as reivindicações estão a incorporação de R$ 1,6 mil aos salários e o fim da compensação de horas referentes às pontes de feriados e ao recesso de fim de ano. Estudantes apoiam o movimento, pedem aumento das bolsas — de R$ 885 e R$ 335 para R$ 1 mil e R$ 500 — e melhorias nos restaurantes universitários.
Com a mobilização, a maior parte das aulas deixou de ocorrer e serviços da universidade foram interrompidos, como o bandejão e espaços culturais. Na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP (FEA), um piquete foi montado para impedir a realização das aulas: estudantes ergueram uma barreira de carteiras para bloquear o acesso ao prédio, alegando falta de diálogo com a coordenação.