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Pela segunda semana consecutiva, o mercado reduziu a previsão para a inflação o fim deste ano. Desta vez, a queda foi de 5,30% para 5,16%. A variação de 0,16% do IPCA de junho, divulgado na última sexta-feira, surpreendeu os analistas que projetavam na mediana uma taxa de 0,32%, ou seja, o dobro da inflação apurada no mês. Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, ressalta que um fator importante para essa revisão foi o fato de barril do petróleo ter se mantido na faixa entre US$ 70 e US$ 80, apesar da escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã na semana passada.
– Muita gente estava esperando um pouco para ver se o petróleo voltaria a saltar para a casa dos US$ 100 por conta de volatilidade que já se esperava que a guerra ainda ia ter. Dado que o brent ficou mais ou menos estável, mesmo com a piora da semana passada, você tem um pouco mais de segurança de tirar um pouco de impacto de combustíveis do segundo semestre e também de fertilizantes devido à guerra. Além disso, o IPCA da semana passada veio metade do que estava sendo esperado. Mesmo que se mantivesse o seu segundo semestre igualzinho e tirasse a diferença do IPCA de sexta, já ia vir 0,15 pontos percentuais para baixo – explica a economista.
Marcela pontua, no entanto, que a melhora é conjuntural e não estrutural. E é isso que explica a oitava elevação da projeção da inflação para 2027, de 4,18% para 4,20% . Para 2028 e 2029 ficaram inalteradas: 3,70% e 3,50%, respectivamente.
– Houve queda expectativa da inflação no curto prazo, mas o índice segue muito pressionada no médio e longo prazo e muito fora do centro da meta. O fiscal assusta – diz o economista Álvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec, que não descarta revisões altistas à frente: – A piora do cenário no Oriente Médio não foi incorporada nesse boletim, será preciso observar os impactos.
Os analistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram a previsão de crescimento do PIB para este ano em 1,99%, mas diminuíram a estimativa para o ano que vem de 1,69% para 1,65%. Ainda no cenário de 2026, o mercado manteve a perspectiva para os juros em 14% e para a cotação do dólar em R$ 5,20.
Fonte do Artigo
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