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Um caso de violência doméstica ocorrido em Pitanga, na região central do Paraná, ganhou repercussão após a vítima conseguir pedir ajuda utilizando o sinal universal de socorro. O agressor, detido em flagrante, foi liberado pela Justiça um dia após a prisão.
A situação, que envolveu agressões físicas e ameaças, foi registrada por câmeras de segurança. O caso foi detalhado pelo delegado William Gama Assunção, conforme informação divulgada pelo portal G1, destacando a importância da rapidez na atuação das testemunhas.
Abaixo, entenda como o caso se desenrolou na Justiça e quais foram os critérios adotados para a liberação do suspeito, que agora responde em liberdade enquanto o processo segue em sigilo.
Segundo a polícia, o homem invadiu a casa da ex-companheira, motivado por ciúmes do atual namorado da mulher. Ele a agrediu com socos, chutes e um cabo de vassoura, obrigando a vítima a acompanhá-lo até a casa do atual companheiro dela.
Durante o trajeto, a mulher realizou o gesto de socorro, que consiste em manter a palma da mão aberta, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros dedos sobre ele. Testemunhas perceberam o sinal, notaram as lesões e auxiliaram a mulher a chegar até a polícia.
Após a prisão em flagrante na segunda-feira, o homem passou por uma audiência de custódia na terça-feira. O Ministério Público solicitou medidas cautelares, mas a Justiça entendeu pela concessão da liberdade provisória sem a necessidade de fiança.
Um ponto central da decisão foi a ausência de proibição de contato ou aproximação. Segundo o Ministério Público, a vítima manifestou expressamente não ter interesse nessa restrição, o que levou o juízo a não impor a medida protetiva de urgência neste momento.
Embora tenha sido liberado, o agressor deve cumprir uma série de determinações judiciais. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de frequentar locais que vendam bebidas alcoólicas e o recolhimento domiciliar noturno.
O homem também não pode se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização prévia. O Tribunal de Justiça do Paraná informou que o processo tramita em sigilo e reforçou que não comenta decisões específicas de magistrados.
O sinal de socorro foi criado no Canadá em 2020 para oferecer uma forma discreta de denúncia durante o confinamento da pandemia. O gesto permite que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba a intenção de comunicação.
Especialistas orientam que, ao ver alguém fazendo o gesto, a pessoa deve se aproximar discretamente, oferecer um local seguro e acionar as autoridades. Em caso de perigo imediato, a Polícia Militar deve ser chamada pelo telefone 190.
1. O que é o sinal universal de socorro? É um gesto discreto onde a mão fica com a palma para fora, o polegar dobrado para dentro e os outros quatro dedos fechados sobre ele, sinalizando que a pessoa precisa de ajuda.
2. Por que o agressor foi solto sem proibição de aproximação? A Justiça não impôs a medida porque a vítima manifestou que não tinha interesse na restrição, e não foram encontrados elementos concretos que justificassem a proibição naquele momento.
3. Quais medidas o agressor deve cumprir? Ele deve comparecer mensalmente ao juízo, não frequentar locais de venda de álcool, respeitar o recolhimento domiciliar noturno e não sair da comarca sem autorização.
4. Como denunciar casos de violência doméstica? Denúncias podem ser feitas pelo 197 da Polícia Civil ou 181 do Disque-Denúncia. Se o crime estiver ocorrendo, ligue 190 para a Polícia Militar.
5. A vítima está recebendo suporte? Sim, segundo o Ministério Público, a mulher está sendo acompanhada pela assistência social do Estado para assegurar o suporte necessário após as agressões sofridas.