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Um ano após execução de cobradores em Icaraíma, esposa desabafa sobre impunidade e a dor de ver suspeitos foragidos

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Um ano após o desaparecimento e morte de quatro homens em uma cobrança de dívida no Paraná, a viúva de uma das vítimas relata a agonia da espera por justiça.

O caso que chocou o país completou um ano desde o sumiço de quatro homens que buscavam o pagamento de uma dívida rural em Icaraíma, no interior do Paraná. Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram dados como desaparecidos em 5 de agosto de 2025.

A investigação revelou um cenário de violência extrema, com os corpos localizados 44 dias depois enterrados em uma propriedade rural. Segundo informações divulgadas pelo g1, os suspeitos do crime, Antônio Buscariollo e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, seguem foragidos da polícia.

Denise Cristina Pereira, esposa de Robishley, conversou com o g1 e expressou seu profundo desânimo com o andamento das buscas pelos responsáveis. Ela afirma que, diante do silêncio das autoridades, sua única esperança reside na fé, pois não acredita mais na eficiência da justiça humana.

A angústia da família e a ausência de respostas

Para Denise, a dor é agravada pelo fato de seu filho, que tinha apenas sete meses na época do crime, crescer sem conhecer o pai. Ela relata que o menino não terá lembranças da voz ou do carinho de Robishley, o que torna o processo de superação ainda mais difícil e doloroso para toda a família.

O delegado Thiago Inácio, responsável pelas investigações, assegurou que a Polícia Civil continua trabalhando para identificar todos os envolvidos. O caso é complexo, envolvendo suspeitas de ligações com o tráfico e contrabando, além de uma investigação administrativa sobre possíveis facilidades na fuga dos suspeitos.

Detalhes da emboscada e a localização dos corpos

Os quatro homens foram vítimas de uma emboscada após buscarem o pagamento de uma dívida de 255 mil reais referente a uma propriedade rural. As perícias apontaram que as vítimas foram executadas com múltiplos disparos de arma de fogo, sendo que o veículo utilizado por eles foi encontrado enterrado em um bunker.

A defesa de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo, representada pelo advogado Renan Farah, manifestou preocupação com a inclusão dos clientes na lista da Interpol. A defesa alega que ainda não teve acesso integral aos autos do processo e que mantém medidas judiciais para garantir o devido processo legal.

O status atual das investigações policiais

Embora a polícia paranaense mantenha o sigilo de várias etapas da apuração, o delegado Thiago Inácio ressaltou que novas participações não estão descartadas. O trabalho conjunto da Polícia Científica e da Polícia Civil foca agora na análise de dados cruciais para o desfecho do inquérito.

A sociedade aguarda respostas definitivas sobre o caso que vitimou quatro trabalhadores. Enquanto os mandados de prisão temporária permanecem em aberto, a família das vítimas clama por uma solução que traga o mínimo de conforto e encerramento para um ciclo de tanta violência e incertezas.

FAQ: Perguntas frequentes sobre o caso

Quem são os principais suspeitos do crime? Os suspeitos são Antônio Buscariollo, de 67 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23 anos.

Onde os corpos foram encontrados? Os corpos das quatro vítimas foram localizados 44 dias após o desaparecimento, enterrados em uma propriedade rural na cidade de Icaraíma, no Paraná.

Os suspeitos já foram presos? Não, ambos continuam foragidos e seus nomes foram incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Por que os homens estavam em Icaraíma? Eles viajaram até o local para realizar a cobrança de uma dívida de 255 mil reais referente à venda de uma propriedade rural.

Existe suspeita de facilitação na fuga? Sim, a Polícia Civil do Paraná investiga a conduta de policiais suspeitos de terem facilitado a fuga dos Buscariollo, com procedimentos administrativos em andamento.

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