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No final de julho, a Honda apresentou as novas Tornado e Sahara 300 com mudanças para a linha 2027. Então não é surpresa que a terceira 300 da família, a CB 300F Twister, seja lançada agora para a linha 2027 com alterações similares. A questão é que parece que a montadora concentrou os esforços para deixar sua esportiva de entrada mais merecedora do adjetivo esportiva.
Se Sahara e Tornado receberam mudanças visuais e na eletrônica embarcada, a Twister 2027 também recebeu alterações bem mais impactantes no jeito como a moto anda. E, dessa vez, a Honda aproximou ainda mais a CB 300F do restante da linha de esportivas CB. Além disso, a marca mexeu nas versões. A versão CBS deixa de ser oferecida, enquanto a Twister 2027 passa a ser oferecida nas configurações ABS e Twister S, que custam R$ 26.880 e R$ 27.680 respectivamente e sem contar o frete.
As novidades chegam somando tecnologias de assistência à pilotagem antes restritas a motos de maior porte. A linha 2027 passa a contar de série com controle de tração eletrônico HSTC, painel digital LCD com tecnologia Optical Bonding, novo guidão cônico mais largo e iluminação Full LED em todas as versões.

Foto de: Honda
A principal evolução mecânica da CB 300F Twister 2027 está na introdução do garfo telescópico invertido Showa SFF-BP com tubos de 38 mm de diâmetro na dianteira, combinado a mesas superior e inferior usinadas em alumínio forjado. O conjunto melhora a rigidez torcional do chassi Diamond tubular e garante maior precisão em curvas, mantendo o curso de 130 mm na frente e a suspensão traseira monoamortecida com duplo estágio de 120 mm. Mesmo tendo mantido o conjunto traseiro, a Honda diz que a suspensão traseira foi recalibrada para compensar as mudanças na dianteira.
No quesito segurança, a moto adota o controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control) para evitar a perda de tração da roda traseira em pisos escorregadios, além do sistema de sinalização de frenagem de emergência ESS. O painel digital no formato blackout recebeu a tecnologia Optical Bonding, eliminando reflexos para facilitar a leitura sob luz solar direta, além de manter a porta USB-C para carregamento de celular.

Foto de: Honda
Assim como nas XRE 300 Sahara 2027 e XR 300L Tornado 2027, a CB 300F Twister 2027 passa a trazer de série chave codificada com transponder, que evita que a moto ligue mesmo se o miolo da chave for estourado em caso de furto. O pisca alerta é item de série acionado por botão próximo à buzina e as luzes de pisca dianteiras passam a ficar ligadas com meia potência sempre que a moto estiver ligada.

Honda CB 300F Twister S 2027
Foto de: Honda
A gama 2027 passa a ser dividida em duas opções. A versão de entrada CB 300F Twister ABS custa R$ 26.880 e está disponível nas cores Preta e Vermelha. A grande novidade da linha é a estreia da versão topo de linha Twister S, comercializada por R$ 27.680, que agrega pintura exclusiva em tom escuro com grafismos esportivos, carenagem monoposto para o assento traseiro, faixas decorativas nas rodas e mola do amortecedor traseiro pintada em vermelho. Com isso, a versão CBS (freios combinados, sem ABS) deixa de se oferecida na medida em que a Honda aplicará freios ABS em todas as suas motos vendidas no Brasil a partir da faixa das 300 cilindradas.
Sob o tanque de 14,1 litros, a moto preserva o motor monocilíndrico OHC de 293,5 cm³ arrefecido a ar com tecnologia FlexOne. O propulsor entrega 24,7 cv de potência a 7.500 rpm e 2,67 kgfm de torque a 5.500 rpm quando abastecido com etanol (24,5 cv e 2,61 kgfm com gasolina), acoplado ao câmbio de seis marchas com embreagem assistida e deslizante. Ainda que o propulsor em si não tenha mudado, a Honda revisou uma série de sensores e suas posições no motor com o intuito de atender a futuras regras de emissões, mas não houve alteração de desempenho.

Foto de: Honda
O Motor1.com Brasil fez parte de um seleto grupo convidado pela Honda que teve a oportunidade de andar na nova Twister 2027 antes de sua apresentação. O contato foi curto e em pista, mas já deu um primeiro vislumbre do que a marca está querendo entregar.
Desde o lançamento da atual geração, em 2022 quando se tornou a CB 300F Twister, a ideia da Honda era tirar o estigma de “CG grande” das costas da Twister. Tanto que o nome é CB, mesma família de CB 500 Hornet, CB 650R E-Clutch, CB 750 Hornet e por aí vai.

Foto de: Honda
Se para Sahara e Tornado as mudanças ficaram no visual e eletrônica, a Twister recebeu uma alteração importante – e bem-vinda – na ciclística. Suspensão dianteira invertida pode parecer perfumaria, mas nenhuma moto na Moto GP corre com suspensão convencional. Ao deixar a parte mais larga dos tubos, com fluído e mola, para cima, você reduz a massa não suspensa da dianteira, aquela que os amortecedores não têm controle. Tudo isso é voltado a melhorar a precisão na tocada.
Outra medida voltada para esse sentido foi o guidão, agora de formato cônico (mais resistente) e 10 mm mais largo, o que provê mais alavanca para mudar a direção da moto e também deixa o braço com mais espaço para flexionar, usando o corpo para compensar o movimento do corpo.

Foto de: Honda
Neste breve contato, uma coisa ficou clara: a Honda arranjou uma dor de cabeça. A ciclística da Twister 2027 evoluiu tanto que a moto tem mais dirigibilidade do que potência para explorar todo o potencial da nova suspensão. O pequeno monocilíndrico faz o que pode, mas menos de 25 cv não serão os suficiente pra a Twister sobrepujar o que os amortecedores podem segurar. Mesmo abusando, não consegui fazer o controle de tração entrar em ação.
Mesmo para mim, que não passo nem perto de ser piloto, já estava pegando confiança nas entradas de curva para frear com força no último momento, a ponto de a traseira começar a levantar e perder contato com o asfalto. É algo que eu só havia visto em corridas e eu mesmo fiz sem experiência prévia, sem medo e após 15 minutos com a moto. A dianteira da Twister ficou bem mais precisa, sem oscilar e sem assustar.
Se o preço na loja for minimamente próximo do sugerido pela Honda, a Twister 2027 não pode nem mais ser comparada com a Yamaha FZ25. A régua agora será o restante da linha CB e, de CG, só sobrou o compartilhamento da linha de montagem.
| Especificação | Detalhe Técnico |
| Motor | Monocilíndrico, OHC, 4 tempos, 4 válvulas, arrefecido a ar |
| Cilindrada | 293,5 cm³ |
| Diâmetro x Curso | 77,0 x 63,0 mm |
| Taxa de Compressão | 9,3:1 |
| Potência Máxima | 24,5 cv a 7.500 rpm (Gasolina) / 24,7 cv a 7.500 rpm (Etanol) |
| Torque Máximo | 2,61 kgfm a 5.500 rpm (Gasolina) / 2,67 kgfm a 5.500 rpm (Etanol) |
| Alimentação | Injeção eletrônica PGM-FI |
| Transmissão | 6 velocidades com embreagem assistida e deslizante |
| Sistema de Partida | Elétrica |
| Chassi | Diamond tubular em aço |
| Suspensão Dianteira | Garfo telescópico invertido Showa SFF-BP de 38 mm / 130 mm de curso |
| Suspensão Traseira | Monoamortecida de duplo estágio / 120 mm de curso |
| Freio Dianteiro | A disco de 276 mm com ABS de dois canais |
| Freio Traseiro | A disco de 220 mm com ABS de dois canais |
| Pneu Dianteiro | 110/70R 17 M/C 54H (Pirelli Diablo Rosso III) |
| Pneu Traseiro | 150/60R 17 M/C 66H (Pirelli Diablo Rosso III) |
| Comprimento x Largura x Altura | 2.084 x 765 x 1.075 mm |
| Distância entre Eixos | 1.390 mm |
| Altura Livre do Solo | 177 mm |
| Altura do Assento | 789 mm |
| Tanque de Combustível | 14,1 litros (4,1 litros de reserva) |
| Peso Seco | 142 kg |
Fonte do Artigo
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