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Quatro profissionais que atuavam no Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça, em Joaquim Távora (PR), foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio culposo no atendimento a um menino de 4 anos que morreu em 10 de junho. Segundo a investigação, houve falhas na avaliação, comunicação e monitoramento do quadro clínico da criança.
Foram indiciados o Médica Evandro Felix Morais, a enfermeira Francieli Pereira Córdoba e as técnicas de enfermagem Vera Lúcia Messias Basília e Marly Aparecida Gonçalves, informou a Polícia Civil. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná em 24 de agosto.
Em 2 de setembro, o MP informou ao g1 que solicitou a realização de apurações complementares para decidir se oferecerá denúncia à Justiça. O caso tramita sob sigilo.
segundo G1 citada pela polícia, a criança deu entrada no hospital em 9 de junho com quadro de febre e vômitos e morreu no dia seguinte por complicações de infecção por influenza tipo B. A investigação afirma que era necessário realizar exame para identificar influenza, mas o procedimento não foi executado.
Segundo a polícia, o Médica registrou pedido de exame no sistema, mas a equipe de enfermagem declarou que, no dia a dia do hospital, solicitações são comunicadas verbalmente — comunicação que, de acordo com a investigação, não ocorreu. Por volta da meia-noite de 10 de junho, as enfermeiras avisaram que o menino havia vomitado e o Médica prescreveu medicação por telefone.
A polícia também relata que a equipe não informou ao Médica sobre redução da saturação de oxigênio para 84%, que demandaria atenção, e que não houve reavaliação médica nem encaminhamento a unidade de terapia intensiva. Familiares relataram à investigação que perceberam piora durante a madrugada e que pedidos para reavaliação não foram atendidos.
O laudo pericial da Polícia Científica do Paraná, segundo a corporação, concluiu que o quadro exigia acompanhamento e intervenção compatíveis com a gravidade e identificou inobservância de regras técnicas profissionais durante o atendimento.
O g1 informou que tenta identificar a defesa dos profissionais indiciados. A administração do hospital não havia respondido até a última atualização da reportagem.
A Prefeitura de Joaquim Távora declarou que, por se tratar de instituição privada, a apuração deve ocorrer no âmbito da Associação de Assistência Médica Dr. Lincoln Graça, citada no Termo de Parceria (Processo 12/2026). A gestão municipal disse ainda que vem prestando auxílio à Polícia Civil e ao Ministério Público.
O Ministério Público solicitou apurações complementares; caberá a essa etapa avaliar se haverá denúncia formal contra os indiciados.