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Sete grupos armados anunciam aliança para remover governo de Abiy Ahmed na Etiópia

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Coalizão chamada ‘Alliance for Survival’ reúne Fano, OLA, TPLF e quatro grupos menores; autoridades federais ainda não se manifestaram

Vários grupos rebeldes que atuam em diferentes regiões da Etiópia anunciaram a formação de uma aliança com o objetivo de remover o governo em Addis Ababa, informou a BBC.

A coligação, batizada de Alliance for Survival, reúne a milícia Fano, em Amhara, o Oromo Liberation Army (OLA), o Tigray People’s Liberation Front (TPLF) e outros quatro grupos menores, operando em metade dos 12 estados regionais do país.

Acusações e posições

Segundo a aliança, o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed preside “guerra, genocídio, destruição em massa e pobreza total” — afirmação apresentada como acusação pelas organizações. As autoridades federais, conforme a BBC, ainda não se manifestaram sobre o anúncio.

Regiões envolvidas e histórico recente

A aliança inclui forças de Amhara, Oromia e Tigray, além de grupos baseados nas regiões de Ogaden, Afar e Benishangul-Gumuz. A BBC relata que a Etiópia vinha enfrentando anos de conflito armado em Oromia e Amhara, e que houve renovadas tensões em Tigray após uma guerra civil de dois anos que deixou centenas de milhares de mortos e deslocou milhões.

Fano, OLA e a cena política

A BBC lembra que o grupo Fano lutou ao lado das forças federais durante a guerra em Tigray, mas se voltou contra o governo menos de um ano após o fim do conflito, após recusar ordens de desarmamento. O governo, segundo a mesma fonte, vem combatendo o OLA desde 2018.

Relatos anteriores citados pela BBC mencionaram uma suposta aliança entre o TPLF e o vizinho Eritrea; em julho, o primeiro‑ministro Abiy afirmou confiar nas capacidades defensivas do país, dizendo aos parlamentares que "mesmo que outros fossem acrescentados, não temos medo da soberania da Etiópia" (tradução livre).

Eleições e exclusões

A reportagem também recorda que a Etiópia realizou eleições gerais em junho, nas quais o partido Prosperity Party manteve ampla maioria parlamentar, em um pleito marcado por conflitos, acusações de repressão e baixa participação de partidos de oposição, segundo a BBC. O Fano e o OLA rejeitaram a eleição e seus resultados, e a região de Tigray, com cerca de seis milhões de habitantes, foi totalmente excluída da votação, conforme a mesma fonte.

As informações desta reportagem são baseadas no material publicado pela BBC.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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