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Líder da junta de Burkina Faso inaugura refinaria de ouro para processar produção no país

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Raffinor-BF, financiada pelo Estado, estreia com capacidade inicial de 164 toneladas/ano e custo superior a 11 bilhões de francos CFA, diz a presidência

O líder da junta de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, inaugurou na segunda‑feira uma nova refinaria de ouro em Ouagadougou com o objetivo de ampliar o processamento do metal no país e reter mais valor agregado internamente, informou a BBC.

O projeto e sua capacidade

A refinaria, chamada Raffinor‑BF, custou mais de 11 bilhões de francos CFA (US$ 19 milhões; £14 milhões), segundo a presidência, e foi financiada pelo Estado com participação da empresa pública National Precious Metals Company (Sonasp) e do setor privado.

Segundo a presidência, a planta terá inicialmente capacidade para refinar 164 toneladas de ouro por ano, acima da produção anual atual do país, e a capacidade eventual poderia chegar a 515 toneladas, o que sinaliza intenção de também processar ouro de outros países da região.

Medidas do governo e regulação

Desde o golpe de setembro de 2022, o governo de Traoré reforçou a presença estatal no setor. Há dois anos foi criada uma empresa estatal de mineração, e empresas estrangeiras passaram a ser obrigadas a ceder 15% das suas operações ao Estado e a treinar trabalhadores locais, informou a BBC.

Contexto regional e mercado

Burkina Faso é um dos maiores produtores de ouro na África, mas enfrenta dificuldades para controlar a ampla mineração artesanal e a violência jihadista em áreas fora do controle pleno do Estado, lembra a BBC.

A refinaria faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para reduzir a dependência de processamento externo e promover maior autossuficiência econômica, iniciativa que, segundo a BBC, ocorre num momento de alta nos preços internacionais do ouro. Outros países do oeste African também têm buscado processar mais ouro internamente, com restrições ou projetos semelhantes em Guiné, Gana, Mali e Costa do Marfim.

Declarações

Na inauguração, o ministro das Minas, Yacouba Zabré Gouba, afirmou: “Este é o dia em que retomamos as chaves da nossa própria casa” e acrescentou que “nosso ouro não será mais usado para criar valor agregado para outros enquanto nosso povo continua necessitado”, conforme a BBC.

As informações desta matéria são baseadas em reportagem da BBC.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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