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Evangélicos rejeitam uso eleitoral de Igreja nas eleições de 2026, aponta pesquisa nacional

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A maioria dos evangélicos brasileiros é contrária à transformação de Igreja em palanques eleitorais, mostra pesquisa realizada pelo Iser e pela Quaest

O cenário político brasileiro para 2026 coloca os evangélicos e cristãos no centro das atenções de diversos candidatos. No entanto, uma pesquisa nacional, conduzida pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest Pesquisa e Consultoria, revela que esse Pública rejeita a politização dos espaços religiosos.

Segundo os dados divulgados, 90% dos entrevistados são contra a realização de campanhas eleitorais dentro das Igreja. Além disso, 83% rejeitam a indicação direta de votos por parte de pastores e padres, enquanto 82% desaprovam qualquer tipo de discussão política durante cultos e missas.

Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, a pesquisa ouviu 15 mil pessoas em 412 municípios brasileiros entre janeiro e fevereiro de 2026, apresentando uma margem de erro de 1%. O levantamento oferece uma radiografia detalhada sobre como a fé e a política se entrelaçam na sociedade atual.

A mediação religiosa do voto e o papel das redes sociais

A pesquisadora Lívia Reis, do Iser, explica que a influência política no meio religioso ocorre atualmente menos pela transferência direta de votos e mais pela formação de valores e identidades. A especialista aponta que a religião atua como uma mediação, e não como uma ordem direta.

Com a intensificação do uso de tecnologias, esse debate migrou dos púlpitos para o ambiente digital. O levantamento aponta que 66% dos entrevistados utilizam o WhatsApp para articular grupos religiosos. A mensagem política chega através de influenciadores, vídeos compartilhados pela família ou grupos de confiança.

Impactos da politização nas comunidades religiosas

O pastor Lucas Oliveira, que atua na Baixada Fluminense, relata que muitas congregações enfrentam traumas devido às divisões causadas pelo discurso eleitoral nos últimos anos. Segundo ele, líderes que promoveram candidaturas fervorosamente em 2018 perderam um número expressivo de fiéis que não retornaram aos templos.

Já o pastor Moisés Blanco, da Igreja Batista Peregrina, reforça que a resistência ao uso político dos templos está ligada à defesa da liberdade de consciência. Ele participa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, um movimento que busca preservar a autonomia das Igreja frente a agendas políticas explícitas.

Diversidade de opiniões no campo Cristã

A pesquisa desafia a visão de que os evangélicos formam um bloco monolítico. Embora 54% se declarem conservadores, o apoio a políticas sociais, como o Bolsa Família, chega a 75% nesse grupo. Além disso, temas como educação sexual e métodos contraceptivos possuem alta aceitação entre os fiéis.

A religião, portanto, não determina o voto de forma automática. O fiel constrói sua opinião combinando repertórios religiosos com experiências de vida, classe social e escolaridade. Os dados indicam que pautas morais mobilizam o debate Pública, mas convivem com posições menos polarizadas sobre políticas Pública concretas.

FAQ – Perguntas e Respostas

1. Os evangélicos aceitam que pastores indiquem candidatos? Não, 83% dos fiéis são contrários à indicação de voto por lideranças religiosas dentro das Igreja.

2. A religião ainda influencia a política? Sim, mas a influência ocorre mais através da formação de valores e por meio das redes sociais do que por orientações diretas nos cultos.

3. Qual a principal rede social usada por fiéis para temas religiosos? O WhatsApp é a ferramenta citada por 66% dos entrevistados como espaço de articulação e compartilhamento de conteúdos.

4. Os evangélicos são um grupo uniforme politicamente? Não, a pesquisa mostra que o segmento é heterogêneo e que a religião não determina automaticamente o voto, variando conforme escolaridade, renda e outros fatores.

5. O que a pesquisa diz sobre temas como o Bolsa Família? Entre os evangélicos que se declaram conservadores, 75% manifestam apoio ao programa Bolsa Família, demonstrando que pautas morais não eliminam o suporte a políticas sociais.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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