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Embora o PQ tenha obtido o maior número de assentos projetados, sua participação no voto popular ficou em 28% e o partido não alcançaria os 64 assentos necessários para uma maioria absoluta, de acordo com as projeções citadas pela BBC. Para aprovar medidas importantes, o novo governo dependerá do apoio de outras legendas, que em sua maioria se declararam contrárias a um referendo de independência.
O PQ renovou durante a campanha a promessa de realizar um referendo sobre a separação de Quebec do restante do Canadá. Em seu discurso de vitória, St‑Pierre Plamondon afirmou que pretende avançar o projeto de independência e disse que será “o premier de todos em Quebec”; também declarou que “nosso destino nacional será alcançado um dia”, segundo a BBC.
O líder do Partido Liberal de Quebec, Charles Milliard, declarou que sua legenda está disposta a apoiar o PQ em diversos temas, mas afirmou que “não há como colaborarmos em um possível referendo”, conforme registrado pela BBC. Assim, não está claro como o PQ obteria os votos necessários para aprovar um plebiscito, caso persista na intenção.
A reportagem também apontou que o resultado promete criar novos atritos entre Quebec e o governo federal liderado por Mark Carney. St‑Pierre Plamondon afirmou durante a campanha que pretende enfrentar Ottawa em assuntos que considerar de interesse provincial, incluindo medidas sobre imigração e o papel da monarquia em Quebec.
O PQ prometeu “abolir a monarquia em Quebec” e redirecionar verbas atualmente destinadas a instituições monárquicas para serviços sociais, citou a BBC. Entre as propostas está a intenção de retirar recursos do gabinete do vice‑governador da província; a notícia observa que essa medida “é provável que enfrente significativos desafios legais”, dado o papel da monarquia na constituição canadense.
O atual cenário partidário em Quebec soma ainda a queda da Coalition Avenir Québec (CAQ), que não estava projetada para conquistar assento segundo a BBC, e ganhos projetados para os partidos Liberal provincial e Conservador. A primeira‑ministra (outgoing) Christine Fréchette concedeu a corrida em Trois‑Rivières e disse que trabalhará com St‑Pierre Plamondon na transição; em sua declaração, afirmou que “governar Quebec foi a maior honra que já tive” e que “tenho Quebec tatuado no coração”.
O primeiro‑ministro Mark Carney parabenizou Plamondon e afirmou que aguarda a cooperação com o novo líder provincial, dizendo que “construir um Quebec mais forte está no cerne da nossa missão de construir um Canadá mais forte”, conforme a BBC.
A BBC recordou que Quebec já realizou plebiscitos sobre independência em 1980 e 1995, ambos derrotados. Pesquisas citadas pelo veículo indicam que atualmente cerca de 30% da população apoiaria a separação.
St‑Pierre Plamondon já havia dito que um eventual voto ocorreria após o término do mandato de Donald Trump nos Estados Unidos; a reportagem observa que Trump estava previsto para deixar a presidência em pouco mais de dois anos, de modo que um novo referendo, caso seja viabilizado, poderia ser marcado para 2029 ou 2030, conforme condição mencionada na matéria.
A reportagem também destaca que novas tarifas impostas pelos EUA atingiram Quebec com força e que a consultoria Oxford Economics projetou um impacto de C$2 bilhões para a província, segundo a BBC.
Fonte: BBC (reportagem de Jessica Murphy), conforme publicado em 6 de outubro de 2026.