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Aumentam agressões Política contra mulheres no Brasil: dados do TSE revelam salto nos casos de violência de gênero em 2026

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O crescimento alarmante das agressões Política contra mulheres durante o período eleitoral reflete a persistência da violência de gênero no país

O cenário Política brasileiro enfrenta um aumento significativo nos registros de violência política de gênero em 2026. Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, tanto organizações da sociedade civil quanto fontes governamentais apontam uma escalada nos ataques contra candidatas, coincidindo com o mês que marca o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que os processos envolvendo esse tipo de violência cresceram 11 vezes entre 2022 e 2026, saltando de 15 para 177 casos.

Um levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global identificou 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro. O estudo aponta que, nos episódios direcionados a candidatos, 58,8% tiveram mulheres como vítimas, mesmo elas representando apenas um terço das candidaturas totais.

Perfil das vítimas e o impacto da violência estrutural

A violência política de gênero atinge de forma desproporcional mulheres pretas e pardas. De acordo com o Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher registrou 1.564 denúncias entre janeiro e agosto de 2026. Desse total, mais de 53% dos casos, ou 842 denúncias, referem-se a mulheres negras, enquanto 37,72% envolvem mulheres brancas.

Para Sandra Kennedy, secretária do Ministério das Mulheres, o fenômeno está conectado a questões estruturais da sociedade patriarcal. A secretária afirma que o cenário é assustador, pois as Violência Política atuam tanto na ameaça direta à vida quanto em atitudes cotidianas veladas, que visam afastar as mulheres do debate público e da representação política.

Casos concretos e a gravidade das ameaças

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustra a gravidade do cenário atual. A parlamentar denunciou à Polícia Civil ter recebido ameaças de morte e violência sexual durante a campanha. Além disso, a deputada teve dados pessoais expostos, o que levou o seu partido a contratar segurança armada para garantir sua integridade física.

O histórico de violência no país inclui casos emblemáticos, como o assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018 e a condenação do ex-deputado Fernando Cury por importunação sexual contra a ex-deputada Isa Penna, em 2020. Esses episódios reforçam que a barreira imposta às mulheres vai além do discurso, atingindo a segurança física e a vida das parlamentares.

Canais de denúncia e proteção institucional

Para combater a violência política de gênero, o governo e órgãos de justiça disponibilizam diversos canais. A Central de Atendimento à Mulher, acessível pelo Ligue 180, oferece suporte 24 horas por dia, inclusive por WhatsApp e videochamada em Libras. Além disso, denúncias podem ser encaminhadas à Polícia Federal, ao Ministério Público Eleitoral e às Ouvidoria da Mulher do CNJ e do MP.

Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do 190. A Defensoria Pública da União também mantém um Grupo de Trabalho dedicado a oferecer orientação jurídica para mulheres que sofrem qualquer tipo de agressão ou impedimento no exercício de seus direitos políticos.

Perguntas frequentes sobre o tema

Qual o aumento registrado pelo TSE nas agressões Política contra mulheres?Os processos por violência política de gênero aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, passando de 15 para 177 registros.

Quem são as principais vítimas da violência política no Brasil?
Mulheres pretas e pardas são as principais vítimas, representando mais de 53% das 1.564 denúncias registradas pelo Disque 180 até agosto de 2026.

Quais tipos de violência as candidatas enfrentam?
As denúncias incluem violência física, verbal, ameaças de morte, ameaças de estupro e exposição de dados pessoais, como endereços e documentos.

Onde denunciar casos de violência política de gênero?As denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, pelo site da Polícia Federal, nas Ouvidoria do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça, ou em emergências pelo 190.

Por que a violência política é considerada um problema estrutural?Segundo o Ministério das Mulheres, o fenômeno está ligado à misoginia e ao patriarcado, utilizando táticas cotidianas para desestimular e excluir mulheres do exercício do poder Política.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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