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Mais de 70% dos subsídios federais destinados ao setor de energia no Brasil em 2025 foram direcionados a combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão. Os dados constam na 9ª edição do Monitoramento dos Subsídios Federais às Fontes de Energia no Brasil, Estudos realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
O levantamento indica que o governo federal gastou um total de R$ 77,16 bilhões em subsídios ao setor no ano passado. Desse montante, R$ 54,12 bilhões foram alocados para combustíveis fósseis, enquanto R$ 23,04 bilhões foram destinados a fontes renováveis, como energia eólica, solar e eletrificação de transportes.
Embora os subsídios para combustíveis fósseis tenham apresentado uma queda de 1,27% em relação a 2024, o setor ainda concentra a maior fatia dos recursos. Em contrapartida, os incentivos para Energia renováveis cresceram 20,89% no mesmo período, impulsionados principalmente pela expansão da geração distribuída, que recebeu R$ 14,71 bilhões.
Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc e coautora do Estudos, afirma que os números refletem uma dependência contínua dos combustíveis fósseis, em um momento em que a urgência climática demanda a redução de emissões de gases de efeito estufa. Segundo a pesquisadora, a política de subsídios precisa considerar critérios de justiça distributiva e a redução da pobreza energética.
O Ministério da Fazenda informou, por meio de comunicado, que os dados do Estudos refletem um período anterior às medidas excepcionais adotadas em 2026 para mitigar a volatilidade dos preços do petróleo causada pelo cenário internacional. A pasta destacou que o país tem implementado iniciativas voltadas à transição energética, como a Lei dos Combustíveis do Futuro, o Plano de Transformação Ecológica e o Fundo Clima, com o objetivo de equilibrar a distribuição de recursos públicos.
Fonte: Agência Brasil.