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Um homem de 51 anos investigado pelos crimes de estupro, cárcere privado e perseguição contra uma mulher foi preso em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na terça-feira (16).
Ele seria ex-padrasto e atual companheiro da vítima. Conforme apurado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), o homem teria começado a abusar sexualmente dela quando ela tinha sete anos. Aos 16, a menina foi forçada a se casar com ele após engravidar.
Durante 22 anos, a mulher teria sofrido abusos constantes, agressões físicas e psicológicas. Além disso, era monitorada por câmeras instaladas na residência e controlada pelo celular.
De acordo com o delegado do caso, Eduardo Kruger, o homem também obrigava a vítima a se relacionar sexualmente com outros homens desde que ela tinha 14 anos. Os atos eram registrados em vídeo.
A mulher relatou à polícia que os atos eram sempre contra a vontade dela, mas caso ela ou os homens que ela se relacionava demonstrassem falta de prazer, o suspeito a agredia.
O delegado informou que o suspeito teve três filhos com a vítima. A mulher não denunciou nenhum crime cometido contra as crianças.
Segundo a PCPR, recentemente, o suspeito teria começado a proibir a mulher de tomar anticoncepcional. A vítima relatou que o desejo dele era que ela engravidasse de um outro homem e que o bebê fosse uma menina para que ele tomasse “posse” dela. A suspeita da polícia é de que seria para fins sexuais.
A prisão aconteceu após a vítima conseguir fugir, alegando que iria a um posto de saúde. Durante o registro da ocorrência, ela recebeu mais de 30 ligações e mensagens de áudio em tom de ameaças.
Diante do flagrante de perseguição, a equipe policial se deslocou até a residência do suspeito, onde ele tentou se esconder, mas foi preso. No local, foram apreendidas as câmeras utilizadas para monitoramento e vídeos dos abusos no celular do indivíduo.
Conforme a PCPR, a vítima e seus filhos foram acolhidos e encaminhados para local seguro, enquanto aguardam análise das medidas protetivas de urgência. O homem foi encaminhado ao sistema penitenciário. Nenhum nome foi divulgado.
O delegado afirma que o homem pode pegar uma pena de 100 anos diante da gravidade e da quantidade de crimes praticados.

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