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Localizada em Paranaguá, no litoral do Paraná, uma área costeira chamada popularmente de Ilha São Miguel era inicialmente conhecida como Saco do Tambarutaca. O nome original fazia referência a um crustáceo típico da região, cuja anatomia lembra a de uma lagosta e a de louva-a-deus por causa das patas dianteiras semelhantes às do inseto. Já o termo “saco” era usado pelos moradores para descrever a formação geográfica da área, caracterizada por uma pequena baía.
Registros históricos indicam que a região que vai da Prainha até Piaçaguera era, no passado, uma grande enseada onde a espécie de tambarutaca era abundante. A presença do crustáceo acabou marcando a identidade local e ajudou a consolidar o nome utilizado pelos pescadores e habitantes da comunidade.
Saiba onde fica a comunidade:
Mesmo com o passar das décadas, a relação da população com o mar continua sendo central para a economia da ilha. Até hoje, a principal atividade econômica dos moradores é a pesca artesanal, com destaque para a captura do siri, que abastece tanto o consumo local quanto a comercialização em cidades próximas do litoral.
Apesar da identidade associada ao nome original, a localidade passou a ser chamada de São Miguel após a intervenção de um padre que atuava na região. Segundo relatos, o religioso considerava o antigo nome inadequado e sugeriu a mudança. Como alternativa, decidiu batizar a vila de Vila São Miguel.
Atualmente, a comunidade reúne cerca de 400 moradores distribuídos em 85 residências. A pequena vila mantém tradições caiçaras. A infraestrutura local inclui três igrejas, cinco estabelecimentos comerciais, duas escolas e um posto de saúde que atende os moradores.
O acesso à Ilha São Miguel é feito a partir de Paranaguá, com embarque nos trapiches localizados às margens do Rio Itiberê. A travessia de barco é parte da experiência de quem visita a região e permite observar paisagens típicas do litoral paranaense.
Entre as atividades mais procuradas estão trilhas de bicicleta até vilas próximas, como Piaçaguera e Ponta do Ubá, além da caminhada até o Morro do Careca. A trilha é considerada de dificuldade leve e costuma levar cerca de duas horas, oferecendo vista para diferentes áreas do litoral.
Quem deseja conhecer mais da cultura local pode participar de oficinas de cestaria com cipó e provar pratos preparados com siri capturado pelos pescadores da ilha. A comunidade também mantém festas tradicionais, como a Festa do Divino Espírito Santo e a Festa do Senhor Bom Jesus, realizadas entre julho e agosto.