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A gordura abdominal costuma ser um incômodo para muitas pessoas, afetando a autoestima de maneira significativa. No entanto, além do cuidado com a alimentação e a prática regular de atividade física, alguns tipos de movimentos feitos com o corpo ajudam a fortalecer a musculatura do abdômen e a eliminar algumas medidas.
Ao contrair o abdômen de maneira correta e com orientação de um profissional, você pratica o chamado abdominal hipopressivo, ou ginástica hipopressiva. A técnica fortalece a musculatura abdominal, contribui para a diminuição de dores nas costas e auxilia na redução da cintura, sendo especialmente indicada para mulheres no pós-parto.
Segundo Julia Borges, fisioterapeuta especialista em diástase e hipopressivo, o abdominal hipopressivo é um exercício que trabalha a postura corporal e a respiração com o vácuo abdominal, quando sugamos a barriga para dentro. Com mais de 55 posturas, cada uma com sua função, o exercício é um trabalho contínuo de aperfeiçoamento. Isso porque, para ter resultado, é necessário que o músculo seja ativado corretamente.
Diferentemente dos abdominais tradicionais, ele não envolve flexões repetidas do tronco, mas uma redução da pressão dentro da cavidade abdominal por meio de uma respiração específica e da ativação da musculatura interna.
Contudo, a prática exige atenção. Julia Borges reforça a importância de executar o movimento corretamente. “Você deve iniciar sempre com um profissional licenciado pelo método, para sua segurança e para poder usufruir de todos os benefícios que a técnica proporciona”.
Além dos efeitos estéticos, o abdominal hipopressivo oferece diversos benefícios que contribuem para uma vida mais saudável e mais disposição no dia a dia. Entre eles, estão a melhora da postura corporal, bem como a prevenção e o tratamento da incontinência urinária. Julia Borges lista outras vantagens da prática:
Um dos mitos mais comuns sobre o abdominal hipopressivo é que ele emagrece. Embora o exercício possa reduzir a circunferência da cintura, ele não promove a perda de peso, mas atua principalmente no reposicionamento dos órgãos internos para diminuir a pressão abdominal.
Assim, a prática não reduz a porcentagem de gordura corporal nem define o abdômen. Para obter resultados efetivos, é necessário associá-la a uma alimentação equilibrada e a atividades físicas que estimulem a queima de gordura.
Apesar dos benefícios, o hipopressivo não é recomendado para todo mundo, por isso é tão importante consultar um especialista. Pessoas com pressão alta, por exemplo, não devem praticar esse exercício, visto que a técnica eleva a pressão arterial e ela pode demorar para normalizar.
Outro grupo que também deve evitar o abdominal hipopressivo são as grávidas. Isso porque não é possível prever se o exercício pode iniciar contrações no útero, influenciando um parto prematuro.
A técnica também pode ser utilizada para recuperar a definição do corpo após a gravidez e evitar a diástase. “Eu gosto de falar que todas as mamães no pós-parto devem fazer o hipopressivo, por vários motivos, como melhora da postura (que foi e continuará sendo sobrecarregada por conta do bebê), reposicionamento dos órgãos internos (que ficaram fora do lugar devido à gestação) e, o principal, é um momento da mamãe. Afinal, ela também precisa de cuidados. É um tempo só para ela! E pode ser feito em casa e não requer muito tempo”, conclui Julia Borges.
Julia Borges
Formada em Fisioterapia desde 2009. Licenciada pelo Hipopressivo Brasil e LPF – Low Pressure Fitness, atua exclusivamente com o método hipopressivo desde 2018, atendendo alunas presencialmente e online, dentro e fora do Brasil. Especialista no tratamento da diástase pela Diástase Academy.
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