Newsletter Subscribe
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







A situação de insegurança vivenciada pela parlamentar eleita, de apenas 21 anos, levou à interrupção de suas atividades na plataforma. De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, a equipe da deputada optou por desativar a conta devido à frequência alarmante das mensagens recebidas.
Ana Elisa relatou que os ataques incluíram ameaças de estupro, além de ofensas racistas e machistas. A parlamentar já formalizou denúncias junto à Polícia Civil de Minas Gerais para que os autores das mensagens sejam devidamente investigados pelas autoridades competentes.
Conforme o relato da deputada eleita, as ameaças tornaram-se constantes desde que ela esteve em Brasília para reforçar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário de vulnerabilidade é agravado pelo fato de a jovem, que ainda não possui escolta de segurança, ter sido alvo de um e-mail específico mencionando um grupo supremacista branco.
Ana Elisa alcançou destaque nas eleições de 2026 ao receber 524.219 votos, tornando-se a segunda candidata mais votada para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira. Com esse resultado, ela conquistou o posto de mulher mais votada na história do estado e a deputada federal mais jovem da história do Brasil.
Natural de Divinópolis, a estudante de Direito ganhou notoriedade nas redes sociais produzindo conteúdo sobre direitos sociais, feminismo e combate ao racismo. Durante a campanha, a parlamentar viu seu número de seguidores no Instagram crescer significativamente, atingindo a marca de mais de 3 milhões de pessoas.
O caso de Ana Elisa integra uma estatística preocupante de violência política contra a mulher no Brasil. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que esse tipo de crime cresceu 11 vezes entre os pleitos de 2022 e 2026, com relatos que incluem ataques físicos, verbais e ameaças graves.
No final de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao TSE um documento detalhando as violações sofridas por candidatas em todo o país. O objetivo é pressionar por medidas mais eficazes de proteção e punição para garantir que o exercício da democracia não seja impedido por intimidação.
Para mulheres que enfrentam situações de violência política ou outras formas de agressão, existem diversos canais de atendimento e proteção. O governo federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, que oferece suporte sigiloso e gratuito durante 24 horas por dia.
Além do telefone, é possível buscar auxílio por meio do WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br ou via videochamada em Libras. Outros órgãos, como a Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral e a Defensoria Pública da União, também estão aptos a receber denúncias e prestar orientação jurídica.
O que motivou a desativação da conta da deputada Ana Elisa?
A conta foi desativada após o recebimento sistemático de ameaças de morte e violência sexual, que ocorriam com uma frequência de a cada dois minutos, segundo a parlamentar.
A deputada já acionou as autoridades?
Sim, Ana Elisa registrou denúncias na Polícia Civil de Minas Gerais e tem divulgado prints de e-mails contendo ameaças de cunho racista e supremacista.
Qual foi a votação de Ana Elisa nas eleições de 2026?
Ela obteve 524.219 votos, sendo a segunda mais votada em Minas Gerais e a mulher mais votada da história do estado para o cargo de deputada federal.
Como denunciar casos de violência política contra mulheres?
As denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, ou diretamente em delegacias, no Ministério Público Eleitoral e na Polícia Federal.
Qual a tendência da violência política de gênero no Brasil?
Segundo dados do TSE, a violência política de gênero apresentou um crescimento de 11 vezes entre as eleições de 2022 e 2026.