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Bolsas de Nova York recuam com alta dos juros, petróleo e alerta do Fed

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Dow, S&P 500 e Nasdaq fecharam em baixa após volatilidade nos Treasuries, alta do petróleo e ata do Federal Reserve apontando possibilidade de novo aumento de juros

As bolsas de Nova York encerraram a sessão de quarta-feira, 7 de outubro de 2026, em queda, devolvendo parte dos ganhos que haviam levado os índices a máximas recordes na véspera. Segundo a Agência Estado, reproduzida pela CGN, o movimento foi influenciado pela volatilidade nos juros dos Treasuries, pela alta do petróleo e por uma ata do Federal Reserve que sinalizou a possibilidade de mais um aumento da taxa de juros ainda este ano.

Performance dos índices

O Dow Jones caiu 0,66%, para 51.179,87 pontos; o S&P 500 recuou 0,22%, a 7.801,77 pontos; e o Nasdaq teve baixa de 0,22%, fechando em 27.538,69 pontos, segundo a Agência Estado.

Setores e empresas mais afetados

As ações do setor financeiro caíram em bloco, com investidores preocupados de que juros mais altos limitem a atividade de empréstimos. Goldman Sachs, Bank of America e Wells Fargo registraram perdas superiores a mais de 1% cada, enquanto Citigroup e JPMorgan caíram cerca de 0,quase 5%.

No segmento industrial, a Caterpillar recuou quase 5,75% e a Deere caiu mais de 3,8% após a Comissão Federal de Comércio (FTC) abrir investigação sobre concorrência e práticas de negócios nas indústrias de equipamentos e tecnologia agrícola. Papéis de tecnologia também sofreram: CrowdStrike caiu quase 5%, Palo Alto Networks perdeu mais de 3% e Meta Platforms caiu mais de 2%.

Ata do Fed e mercado de títulos

A ata divulgada pelo Federal Reserve indicou que dirigentes consideraram o movimento recente nos rendimentos dos Treasuries, em parte, influenciado por forte emissão de dívida privada destinada a financiar desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial. Durante a sessão, os rendimentos dos títulos americanos renovaram máximas não vistas em décadas, mas recuaram após um leilão de T-notes de 10 anos que superou a média.

Analistas da CBIC interpretaram a ata como confirmação de que a maioria dos dirigentes do Fed vê riscos de alta para a inflação e que há expectativa de mais um aumento de taxas até o fim do ano. A ata também apontou que pressões de preços de energia podem ampliar riscos de custo, segundo a Agência Estado.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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